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Meta rebate campanha de Lula, que a acusa de interferir na eleição: “alegações são simplesmente falsas”

há 25 minutos
2 min de leitura

Empresa diz que os problemas técnicos citados pelo PT não afetaram só o Brasil nem contas específicas



A Meta, dona do Instagram e do Facebook, respondeu em nota às acusações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que as alegações são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. A empresa disse que boa parte dos problemas técnicos citados pela equipe do petista não atingiu apenas o Brasil nem contas específicas de suas plataformas, que cumpre as normas eleitorais do país e que está comprometida com a isonomia no uso dos serviços por todos os candidatos.


“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos.”

A reação responde a um comunicado divulgado no sábado (10), no qual a campanha de Lula acusou a companhia de tentar interferir na disputa em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e anunciou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral e fará denúncia à Agência Nacional de Proteção de Dados. O episódio mais recente citado pelo PT foi o bloqueio, entre a tarde de sexta-feira (9) e a manhã de sábado, da possibilidade de o perfil do presidente no Instagram impulsionar conteúdos no feed. A campanha relata que a Meta reconheceu a falha, mas a atribuiu a um problema técnico.


O texto petista lista ainda ocorrências anteriores, como a suposta retirada, em 10 de dezembro do ano passado, das páginas de Lula e de lideranças de esquerda do mecanismo de busca do Instagram, durante a votação do projeto da dosimetria na Câmara, caso que a empresa também classificou como falha técnica. A campanha sustenta que a sucessão de episódios, sem explicação detalhada, levanta “forte suspeita” de uma tentativa de interferência eleitoral e fala em restrição seletiva do alcance de seus conteúdos e favorecimento do algoritmo ao adversário. A própria nota, porém, trabalha com a ideia de suspeita, e não de prova, e o material divulgado não demonstra relação de causa entre as falhas e o suposto favorecimento.


A ofensiva contra a plataforma se soma a uma narrativa que aliados do presidente têm construído ao longo da campanha, a de que forças externas, em especial o governo americano de Donald Trump, atuariam para beneficiar Flávio. Ela aparece num momento em que o presidente enfrenta dificuldade para recuperar terreno: o senador terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%, e pesquisas posteriores, como Ipespe, com 52,7% a 47,3%, e PoderData, com 53% a 47%, indicam vantagem do candidato do PL para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.



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