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Ministro da Economia do Irã diz que país está "totalmente preparado" para enfrentar novas sanções americanas

Ali Madanizadeh afirma que os EUA sofrerão "mais uma derrota" e que o governo já mantém plano de dois anos para administrar a crise



O ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, declarou que o regime de Teerã está "totalmente preparado" para lidar com as novas sanções impostas pelo governo Trump no âmbito do que os Estados Unidos chamaram de "D-Day econômico". Em entrevista à televisão estatal iraniana, Madanizadeh previu que as sanções resultarão em "mais uma derrota" para os americanos.


"Eles fizeram tudo o que puderam para testar a determinação do povo iraniano e das autoridades do país, mas fracassaram todas as vezes. Parece que desejavam sofrer mais uma derrota", disse Madanizadeh à mídia estatal. "Estávamos esperando por esses planos há muito tempo, e o governo está e estava pronto, e tem um plano de dois anos para administrar esses eventos", acrescentou o ministro.


A declaração vem em resposta direta ao anúncio feito na segunda-feira pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que classificou a nova rodada de sanções como "a maior ofensiva financeira já lançada" contra um adversário, mirando cinco setores considerados vitais para a economia iraniana: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.


O contraste entre o tom do secretário Scott Bessent, que descreveu a campanha como uma tentativa de "asfixia econômica" capaz de forçar o Irã ao isolamento total, e a postura de confiança projetada pelo ministro Ali Madanizadeh ilustra a guerra de narrativas que acompanha cada nova fase do confronto econômico entre os dois países. O Irã convive há meses com hiperinflação e desvalorização acentuada de sua moeda, um quadro que já corroía duramente o poder de compra da população e a capacidade produtiva do país mesmo sem o peso adicional de um cerco financeiro coordenado internacionalmente.


O suposto "plano de dois anos" mencionado pelo ministro para administrar a crise soa mais como retórica de propaganda interna do que como um instrumento real capaz de blindar uma economia já fragilizada, moeda em queda livre e reservas internacionais escassas, contra uma ofensiva que os próprios Estados Unidos classificam como a mais ampla já direcionada a um único país. É difícil sustentar credibilidade num discurso de resiliência quando os indicadores econômicos do próprio Irã, muito antes desta nova fase de pressão, já sinalizavam um regime com margem de manobra financeira cada vez mais estreita.



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