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Morgan Stanley projeta queda de até 35% do Ibovespa em dólar no cenário mais adverso pós-eleição

No cenário pessimista, Selic chegaria a 15,5% e dívida pública superaria 100% do PIB até 2033



O Morgan Stanley projeta que o Ibovespa pode recuar cerca de 35% em dólar, ou 25% em reais, no cenário mais adverso traçado pelo banco para o período pós-eleitoral. Segundo a instituição, o mercado atualmente precifica um desfecho negativo relativamente ameno, mas o risco real seria maior do que essa avaliação sugere.


No cenário de continuidade da política econômica atual, as empresas domésticas fora do setor bancário devem ter desempenho substancialmente pior do que o índice como um todo, penalizadas simultaneamente pela compressão de múltiplos e pelo impacto direto sobre os lucros. O Ibovespa, nesse mesmo cenário, teria a queda parcialmente amortecida pelo desempenho das exportadoras e dos bancos. "Nossa principal discordância com o consenso reside no lado negativo: enquanto os mercados esperam que o Brasil 'se vire', acreditamos que o crescimento mais fraco, a inflação persistente e as taxas restritivas deixam menos espaço para ambiguidade fiscal e podem desencadear um ciclo não linear de prêmios de risco mais altos, desvalorização do real, afrouxamento monetário limitado do Banco Central, atividade econômica mais fraca e deterioração da dinâmica da dívida", explica o banco em relatório enviado a clientes nesta segunda-feira (24).

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