Netanyahu pede perdão presidencial em meio a julgamento, após apoio de Donald Trump
- Núcleo de Notícias

- há 4 dias
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Primeiro-ministro argumenta que a medida poderia ajudar a reduzir tensões internas; pedido agora segue rito oficial no Ministério da Justiça de Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou ao presidente Isaac Herzog um pedido formal de perdão enquanto ainda enfrenta um longo processo judicial por acusações de suborno, fraude e abuso de confiança. A solicitação, feita semanas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviar uma carta defendendo publicamente a clemência, acirrou o debate político dentro de Israel, especialmente por seu caráter excepcional.
O premiê Benjamin Netanyahu afirmou que o perdão seria uma forma de amenizar as tensões no país, dizendo que a decisão poderia “reconciliar o racha nacional” e “reduzir a temperatura” das discussões que cercam seu julgamento. O gesto, além de carregar grande peso político, ocorre num momento em que Israel segue enfrentando desafios externos e internos, o que dá ainda mais relevância a qualquer mudança na liderança.
A Presidência israelense confirmou o recebimento do pedido neste domingo, classificando a medida como “extraordinária” e ressaltando que ela possui “implicações significativas”. O gabinete do presidente Herzog afirmou que o processo seguirá o procedimento padrão: o pedido será encaminhado ao Departamento de Perdões do Ministério da Justiça, que deverá recolher pareceres de autoridades competentes. Em seguida, esses pareceres serão analisados pela assessoria jurídica do próprio gabinete presidencial, que formulará uma recomendação adicional antes que o presidente Isaac Herzog tome sua decisão final.
“Somente após receber todas as avaliações relevantes, o presidente considerará o pedido com responsabilidade e sinceridade”, afirmou o comunicado oficial.
O julgamento de Benjamin Netanyahu, iniciado em 2020, marcou a primeira vez que um primeiro-ministro em exercício prestou depoimento como réu em processos criminais em Israel. As acusações envolvem três casos distintos, todos relacionados a supostos benefícios concedidos a empresários e tentativas de influência indevida na imprensa.
O apoio do presidente Donald Trump ao perdão tem peso político evidente. Em carta recente, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o premiê Netanyahu tem sido um líder “formidável e decisivo” para Israel, especialmente em tempos de guerra, e classificou o processo contra ele como “político e injustificado”. O presidente Trump também reforçou que respeita a independência do Judiciário israelense, mas insistiu que a clemência seria uma medida justa.
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Carlos Dias.
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