Novo banco global de defesa articulado pelo Canadá capta apenas € 5 bilhões dos € 100 bilhões pretendidos
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Defence, Security and Resilience Bank (DSRB) tem apoio de nove países, mas Alemanha, Reino Unido e outros integrantes do G7 hesitam em aderir

O primeiro-ministro canadense Mark Carney tem empenhado esforços em favor de um novo banco global de defesa voltado a ajudar países aliados a se rearmarem, mas grandes economias ainda não confirmaram participação a poucas semanas do prazo previsto para a adesão dos membros fundadores. O Defence, Security and Resilience Bank, conhecido pela sigla DSRB, busca captar cerca de € 100 bilhões (US$ 116 bilhões) para conceder empréstimos a custo reduzido a governos e contratantes envolvidos em projetos de defesa, além de oferecer garantias a credores que financiem empresas menores consideradas de maior risco. Além do Canadá, país onde o banco será sediado, Albânia, Bélgica, Grécia, Letônia, Luxemburgo, Romênia, Turquia e Ucrânia já manifestaram apoio à iniciativa.
Segundo dois funcionários de países envolvidos no projeto, o DSRB havia garantido cerca de € 5 bilhões em compromissos até agosto, número ainda distante da meta de aproximadamente € 20 bilhões em capital integralizado, somados a outros € 80 bilhões acionáveis quando necessário. Alemanha, Reino Unido e outros países do G7, porém, seguem fora da iniciativa até o momento, o que levanta dúvidas sobre a capacidade do banco de obter a classificação de crédito triplo A que busca para garantir os custos de financiamento mais baixos possíveis.
Um dos principais entraves para potenciais membros é a dúvida sobre se o DSRB conseguiria oferecer financiamento mais barato do que aquele já disponível a governos nacionais com boa classificação de crédito. O volume de capital que os países precisariam comprometer num momento de finanças públicas já pressionadas, questões de governança da instituição e sobreposição com iniciativas já existentes também são fatores de hesitação.


