O que se vê e o que não se vê
- Núcleo de Notícias

- 5 de set. de 2023
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General Gonçalves Dias na CPMI

O filósofo Frederic Bastiat deixou importante obra com este título que nos diz muito mais do que a sua aparência e significado poderiam demonstrar.
O filósofo Bastiat era economista, não jurista e por este motivo, esta obra tinha o condão de demonstrar o que a aparente “teoria dos buracos” do keynesianismo significaria na prática.
Ocorre que na Era da pós verdade, ou de sua completa ausência, a diferença entre o que vemos e o que não vemos pode ser exemplificado como o velho ditado que afirma “é apenas a ponta do iceberg”, obviamente fazendo referência a parte congelada escondida sob o espelho d’água.
Na atualidade, o comportamento da mídia tradicional não é muito diferente do que foi quando da revolução que Gutemberg proporcionou ao conhecimento para a humanidade nos idos do fim do século XIV, meados do século XV.
O que pretendo afirmar é que quem escreve, quem conta um conto, naturalmente põe seu ponto. O que se vê, portanto, é o que a manchete mostra e o conteúdo busca traduzir. No entanto, o que não se vê é o caráter de quem escreve.
Os filósofos socráticos costumavam afirmar que caráter é hábito, é vulgarização de determinada conduta, ou posto de outra maneira, a padronização de um modo de ser. Do mesmo ponto de vista, idiossincrasia, a forma como se enxerga a vida é caracterizada pela utilização das crenças particulares para interpretar a realidade.
As divagações anteriores, longe de serem mera prolixidade, são as premissas para demonstrar que o hábito e, portanto o caráter, determina a idiossincrasia e consequentemente, a forma como o autor traduz a realidade dos fatos.
O filósofo alemão moderno, Eric Voegelin afirmou que ideologia é a refutação da realidade, algo similar à esquizofrenia para a medicina. Esta desconexão dos fatos ou mesmo o desprezo pela verdade, propicia o hábito indissociável de um ideólogo de seu caráter.
Em destaque, na última quinta-feira o general três estrelas, conhecido pela alcunha de G. Dias, depôs na CPMI. Durante todo o seu depoimento ele buscou duas coisas: criminalizar a conduta da PMDF e de seus subordinados, além de imiscuir-se de qualquer culpa pela invasão do Palácio do Planalto, demonstrando não se preocupar com sua completa incapacidade gerencial e uma absoluta incompetência. A bem da verdade, foi justamente o que ele buscou demonstrar.
Pois bem, o que se vê é um oficial caquético, moribundo, boi de piranha, um assecla de Lula que se entrega em sacrifício para salvar, ao menos em tese, seu grande ídolo e mentor.
Em contrapartida, o que não se vê, mas será automático na formação da interpretação de quem o ouviu, como arquétipo do que um dia foi a imagem das Forças Armadas, para o que “um Dias” representa delas, ou seja, a completa e irrestrita inépcia de uma instituição acomodada e que mais parece uma repartição pública.
Por fim, parece restar claro que esta é a estratégia de um grande plano arquitetado há muito tempo, haja vista que o atual governo pretende extirpar, para usar um termo que adoram, as Forças Armadas do governo federal e a criação de uma original Guarda Nacional.
Algo similar já existe na América Latina, sabemos o resultado disso. O que se viu foi uma CPMI dominada pelos governistas, o que eles não viram é que a verdade, nas palavras de Santo Agostinho, não precisa de defesa, basta deixá-la livre, eles descuidaram da liberdade da verdade, não combinaram com os russos. (essa referência deixo para o próximo texto)



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