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Parlamentar iraniano reafirma que Teerã não abrirá mão do enriquecimento de urânio e do controle do Estreito de Ormuz

Posições iranianas são incompatíveis com as exigências americanas e podem levar o conflito de volta ao campo militar



O chefe do comitê de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, afirmou na quarta-feira que o Irã não recuará de suas "linhas vermelhas" nas negociações com os Estados Unidos. Em publicação na rede X, o parlamentar listou as condições "inegociáveis" de Teerã: o direito de enriquecer urânio, manter estoques de urânio enriquecido, controlar o Estreito de Ormuz e obter o levantamento de todas as sanções americanas. Ebrahim Azizi também acusou o presidente Donald Trump de buscar um acordo com o Irã "para se salvar" do que descreveu como um "impasse estratégico" nas negociações.


O problema para o Irã é que as três primeiras condições são exatamente o que Washington declarou ser absolutamente inaceitável. Para os Estados Unidos, a possibilidade de permitir que o regime iraniano desenvolva ou mantenha capacidade para produzir uma bomba nuclear é nula, sem exceção ou gradação. O presidente Trump repetiu a posição dezenas de vezes desde o início do conflito: "O Irã nunca terá uma arma nuclear." A questão não é de negociação de percentuais de enriquecimento ou de prazos — é uma proibição absoluta que Washington não está disposto a flexibilizar sob nenhuma circunstância.


Igualmente inconcebível para os americanos é aceitar que o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito negociados globalmente, permaneça sob controle ou sujeito a pedágios impostos pelo regime de Teerã. O secretário de Estado Marco Rubio foi explícito ao dizer que "não há país no mundo que deveria aceitar" um sistema de pedágios numa hidrovia internacional, e que se o precedente se estabelecesse no Estreito, se espalharia por outros cinco pontos estratégicos ao redor do mundo. A liberdade de navegação em águas internacionais é um princípio que os Estados Unidos defendem com força militar há décadas, e o Estreito de Ormuz não será exceção.


A declaração de Ebrahim Azizi de quarta-feira coloca as posições das duas partes em rota de colisão direta. Se o Irã insiste no direito de enriquecer urânio, manter estoques nucleares e controlar o Estreito de Ormuz, e os Estados Unidos declaram essas três condições absolutamente inaceitáveis, o espaço para um acordo negociado se estreita a ponto de desaparecer. O presidente Donald Trump disse no mesmo dia na reunião de gabinete em Camp David que o Irã "negocia no limite" e avisou que pode ser necessário "terminar o serviço." A linguagem não é retórica: o Irã que persiste em condições incompatíveis com as exigências americanas corre o risco real de ver os bombardeios retornarem num nível e intensidade ainda superiores aos da Operação Epic Fury, desta vez contra o que resta de sua infraestrutura militar, energética e industrial. Um regime que já perdeu sua marinha, sua força aérea, sua defesa antiaérea e seu programa nuclear teria poucos meios de resposta diante de uma campanha americana irrestrita.



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