Petróleo dispara após novos ataques do Irã e risco de desabastecimento global cresce
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Escalada militar no Oriente Médio pressiona oferta e reacende temores de choque prolongado nos preços da energia

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta terça-feira, impulsionados pela intensificação dos ataques promovidos pelo Irã, país amplamente apontado como financiador de grupos terroristas, contra alvos nos Emirados Árabes Unidos. O movimento elevou a preocupação dos mercados com possíveis impactos duradouros na oferta global de energia, especialmente diante da ausência de sinais concretos de desescalada no conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.
O barril do Brent, principal referência internacional, encerrou o dia cotado a US$103,51, com avanço de 2,48%. A valorização reflete um cenário de crescente incerteza, no qual investidores já começam a precificar riscos mais prolongados de interrupção no fornecimento.
A situação se agravou após novos ataques iranianos atingirem infraestruturas estratégicas nos Emirados Árabes Unidos, incluindo a região de Fujairah, um dos principais pontos logísticos para exportação de petróleo fora do Estreito de Ormuz. O terminal foi parcialmente afetado após sucessivas ofensivas em poucos dias, resultando em incêndios e paralisações operacionais que impactaram o fluxo de carregamento.
A instabilidade também se reflete no próprio Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio energético global, por onde transita cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumido no mundo. As ações do regime iraniano na região têm dificultado o tráfego marítimo, elevando o risco de gargalos logísticos e reforçando a percepção de escassez no curto e médio prazo.
Diante desse quadro, os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, teriam sido forçados a reduzir significativamente sua produção, com estimativas apontando cortes superiores à metade da capacidade habitual. A retração amplia ainda mais a pressão sobre os preços, em um momento de elevada sensibilidade do mercado.
Além disso, o petróleo oriundo do Oriente Médio atingiu patamares recordes em termos relativos, tornando-se o mais caro do planeta. Operadores do setor atribuem esse movimento à menor disponibilidade imediata de cargas para entrega, resultado direto das tensões geopolíticas e das interrupções nas cadeias logísticas.
Mesmo sem repetir os picos observados no início do mês, quando o barril chegou a se aproximar dos US$120, o atual patamar de preços já sinaliza um cenário de persistente pressão inflacionária global, com potencial impacto sobre economias dependentes de energia importada.




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