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Petróleo dispara com novos ataques no Estreito de Ormuz; Brent sobe 5,8% a US$ 114 e WTI avança 4,3% a US$ 106

Irã ameaça interceptar à força qualquer navio que viole suas normas marítimas; Emirados declaram "pleno direito de responder" após ataque ao petroleiro Barakah; analistas alertam para risco de escalada rápida



O petróleo fechou em forte alta nesta segunda-feira (4), com o Brent subindo 5,8%, ou US$ 6,27, para US$ 114,44 por barril, e o WTI avançando 4,29%, ou US$ 4,48, para US$ 106,42. Os mercados reagiram à sequência de episódios que voltou a elevar o risco de perturbações no Estreito de Ormuz neste início de semana, com o Irã intensificando sua postura de confronto e países do Golfo elevando o nível de alerta diante dos ataques iranianos.


O Irã declarou que interceptará à força qualquer embarcação que viole suas normas marítimas e voltou a advertir os Estados Unidos a não entrarem na região, após Washington anunciar que passará a "guiar" navios retidos como parte do Projeto Liberdade. O presidente Donald Trump reconheceu que os ataques iranianos desta segunda-feira visaram embarcações de países "não relacionados" à operação marítima americana no Estreito, incluindo o cargueiro sul-coreano HMM Namu, que sofreu explosão e incêndio na sala de máquinas, e o petroleiro Barakah da ADNOC, empresa estatal dos Emirados Árabes Unidos.


Os Emirados elevaram o tom ao afirmar ter "pleno direito de responder" após o ataque ao Barakah, enquanto outros países do Golfo elevaram seus níveis de alerta diante da escalada iraniana. A disposição emiradense de retaliar representa uma nova variável num conflito que, até agora, estava essencialmente circunscrito ao embate entre Washington e Teerã.


O Brent a US$ 114 nesta segunda-feira está 70% acima do nível em que operava antes do início da guerra em 28 de fevereiro, quando o barril oscilava abaixo de US$ 70. Para os mercados financeiros globais, incluindo o Ibovespa que encerrou abril praticamente no zero a zero após renovar recordes históricos, o início de maio começa sob a mesma pressão que dominou a segunda metade de abril: incerteza geopolítica máxima, petróleo em trajetória ascendente e nenhuma solução diplomática à vista.



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