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PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado

há 9 horas
2 min de leitura

O líder da oposição diz que, se eleito em 1º de fevereiro de 2027, vai destravar propostas da direita, acusa Davi Alcolumbre de cooptar apoios com verbas e enfrenta o desafio de reunir 41 votos



O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4), em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. Líder da oposição na Casa, o parlamentar afirmou que pretende destravar propostas defendidas pela direita, entre elas o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A eleição para o comando do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027.


No lançamento, realizado na sede do partido, Rogério Marinho disse que uma vitória permitirá à oposição avançar com pautas que, segundo ele, encontram resistência na atual condução do Legislativo. “O Congresso Nacional vai nos dar condição de destravar a pauta e vamos permitir que o projeto da anistia seja apreciado”, declarou. O senador também mencionou a possibilidade de colocar em discussão pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas afirmou que sua gestão não ficará restrita a esses temas e terá como princípio o cumprimento da Constituição.


O senador Rogério Marinho aproveitou o ato para criticar a divisão de espaços nas comissões após a eleição de 2023, quando disputou a presidência da Casa contra Rodrigo Pacheco. Segundo ele, o PL, que não integrou o grupo vencedor, acabou excluído de postos importantes. “Os vencedores não fizeram gestos, não nos permitiram participar das comissões. Se ganharmos, vamos tratar de forma diferente. Vamos respeitar a democracia e a dissidência”, disse. Ao justificar a nova entrada na disputa, recordou que a candidatura anterior ocorreu a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de marcar posição da oposição após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.


O senador também acusou o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de usar a estrutura da Casa para conquistar apoio à própria reeleição. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer. Com verbas, com vantagens e com atalhos”, afirmou.


Para vencer, o senador Rogério Marinho precisará de votos além da própria bancada: são necessários 41, e o PL terá 29 senadores em 2027. O lançamento contou com os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e os eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), sinal da busca por uma composição mais ampla na oposição. Alcolumbre, por sua vez, já recebeu manifestações de apoio de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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