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PMI industrial desaba a 44,8 em setembro, menor nível em quase três anos e meio

há 3 horas
2 min de leitura

Produção recua pelo quinto mês seguido, no ritmo mais forte desde o início da pandemia



Setembro marcou novo agravamento da crise na indústria brasileira, com o indicador caindo ainda mais abaixo da linha que separa crescimento de recuo e atingindo seu pior patamar em quase três anos e meio, puxado por um enfraquecimento acentuado da demanda, segundo o Índice de Gerentes de Compras divulgado nesta quinta-feira (1º) pela S&P Global. O PMI da indústria caiu para 44,8, ante 46,3 em agosto, a maior deterioração das condições operacionais desde abril de 2023. A marca de 50 pontos separa expansão de contração da atividade.


Segundo a pesquisa, a fraqueza da demanda, as pressões competitivas e a incerteza política antes das eleições presidenciais de outubro pesaram diretamente sobre as vendas, enquanto o aumento dos custos agravou ainda mais o ambiente de negócios. O resultado levou a média trimestral a 46,2 pontos, a mais baixa desde o segundo trimestre de 2023.


A retração da produção chegou ao quinto mês consecutivo, intensificando-se para o nível mais forte desde o início da pandemia de Covid-19, no começo de 2020. Os participantes da pesquisa associaram a queda da produção à fraqueza das vendas, ao aumento dos custos dos insumos e às incertezas do período pré-eleitoral. As entradas de novos pedidos sofreram o maior ritmo de contração em quase quatro anos, enquanto as novas encomendas do exterior recuaram pelo quinto mês seguido, ainda que em ritmo mais brando do que em agosto — foram relatadas vendas mais fracas para clientes na Argentina, China, México e Estados Unidos.


A indústria também reduziu o número de empregados pelo terceiro mês consecutivo em setembro, embora o ritmo de cortes tenha sido mais moderado do que em agosto.


Já os dados de preços mostraram retomada das pressões de custos no mês. A inflação dos preços dos insumos voltou a acelerar, ficando acima de sua média histórica de longo prazo — as empresas atribuíram o encarecimento de materiais e transporte à crise global de energia e à guerra no Oriente Médio.


O resultado reforça o quadro já traçado por outros indicadores divulgados nas últimas semanas — da confiança da indústria em queda pelo terceiro mês consecutivo, segundo a FGV, às revisões do próprio Banco Central para baixo no crescimento do PIB — consolidando setembro como um dos meses mais desafiadores para o setor industrial brasileiro em anos recentes.



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