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Prefeitura histórica de Limoges é destruída após incêndio causado por manifestantes na França

há 4 horas
2 min de leitura

Violência da esquerda entra na quarta semana de protestos, com cerca de 400 detidos no sábado



A prefeitura de Limoges, cidade do centro da França a cerca de três horas de Paris, foi “em grande parte perdida” depois de ser incendiada por manifestantes, em meio aos protestos que se espalham pelo país. O prédio, construído em 1883 e tombado como monumento histórico em 1975, sofreu danos severos. “O telhado desabou sobre os andares inferiores, exceto na ala oeste, e dois terços da fachada externa já desapareceram”, disse o prefeito local, Maurice Barate, que representa o governo na região. Ele classificou o episódio como “um ato deliberado de arruaceiros” e uma “catástrofe para o patrimônio”.


A destruição ocorreu na quarta semana de manifestações antigoverno e de confrontos violentos, puxados por grupos de esquerda, motivados pelo custo de vida. No sábado (17), segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, mais de meio milhão de pessoas participaram de mais de 100 marchas pelo país, e cerca de 400 foram presas. Grupos mascarados tentaram invadir prefeituras em Lille e Calais e uma delegacia em Brest, e houve violência em Rennes, Toulouse, Montpellier e Grenoble, entre outras cidades. Em Paris, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes encapuzados e mascarados que atiravam fogos de artifício e outros objetos contra os agentes na Place de la République. Nuñez responsabilizou “grupos de extrema-esquerda extremamente violentos e radicais” pelos distúrbios, embora a maior parte das marchas tenha ocorrido sem violência.


O presidente Emmanuel Macron, que deixa o cargo em seis meses, reagiu nas redes sociais. “Não há lugar para a violência na nossa república”, escreveu. “Aqueles que quebraram, atacaram as prefeituras e os comércios, saquearam até as nossas prefeituras, serão processados e punidos.” Ele manifestou apoio às forças de segurança, que chamou de “garantidoras do direito de manifestação”, e prometeu unidade “contra os semeadores do caos, que só querem derrubar nossas instituições e impedir que aqueles que expressam pacificamente suas reivindicações o façam”.


A onda de violência se soma a um quadro de forte tensão econômica na Europa. O preço do gás na região mais que dobrou desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o Banco Central Europeu elevou os juros duas vezes neste ano, e a Comissão Europeia alertou os países sobre risco de uma crise de preços de energia no inverno. A inflação e a perda de poder de compra que alimentam os protestos franceses são um efeito direto do choque energético, e ocorrem num país em transição de poder, às vésperas de uma eleição presidencial que definirá o sucessor do presidente Emmanuel Macron.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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