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Presidente da Coreia do Sul impõe lei marcial de emergência

Medida visa conter oposição acusada de "atividades antinacionais" e "planejar rebelião"



O presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol declarou lei marcial de emergência nesta terça-feira, alegando que a oposição está envolvida em "atividades antinacionais" e estaria "planejando uma rebelião". Durante um discurso transmitido pela TV, Yoon afirmou que o Partido Democrático, que detém a maioria no parlamento, tem paralisado o governo com ações que ele classificou como ameaças à ordem constitucional.


“O objetivo da lei marcial é erradicar forças pró-Coreia do Norte e proteger a ordem constitucional da liberdade”, declarou o presidente, segundo informações da agência Yonhap.


O Ministério da Defesa convocou comandantes militares para uma reunião de emergência e colocou o exército em estado de alerta máximo. Além disso, as atividades parlamentares foram suspensas, com deputados impedidos de entrar no prédio da Assembleia Nacional.


O líder do Partido Democrático, Lee Jae-myung, denunciou a decisão como "inconstitucional". A oposição acusa Yoon de usar a medida como estratégia para conter sua queda na aprovação pública e desviar o foco de escândalos que envolvem sua administração, incluindo alegações contra sua esposa e altos funcionários.


A tensão entre governo e oposição tem se intensificado desde que Yoon assumiu o poder em 2022, culminando na rejeição do orçamento de 2025 pelo parlamento na semana passada. O Partido Democrático também apresentou moções de impeachment contra altos funcionários, enquanto defende um aumento no orçamento para apoiar a economia e aliviar as dificuldades da população.

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