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Presidente do Parlamento iraniano ameaça atacar ativos energéticos americanos no Oriente Médio

Ghalibaf responde diretamente ao secretário de Guerra dos EUA: "A cadeia de produção de petróleo e gás aqui é extensa, acessível e exposta. Atinjam nossos ativos e serão atingidos"



O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ameaçou nesta segunda-feira novos ataques contra ativos energéticos americanos no Oriente Médio, em resposta direta a advertência do secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, contra qualquer disparo iraniano dirigido a navios americanos.


Depois de o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) atacar três petroleiros iranianos no sábado, o secretário Hegseth havia escrito no X: "É simples: se o Irã atirar em navios dos EUA, vamos destruir (e afundar) os petroleiros deles. Tudo o que eles precisam fazer é não atirar na Marinha dos Estados Unidos." O CENTCOM informou no sábado que suas forças "atacaram três petroleiros iranianos de petróleo bruto, em 5 de setembro, depois que a Guarda Revolucionária Islâmica lançou mísseis balísticos contra dois navios de guerra da Marinha americana que patrulhavam águas da região".


Em resposta direta ao secretário Hegseth nesta segunda-feira, Ghalibaf escreveu: "É simples: a cadeia de produção de petróleo e gás aqui é extensa, acessível e exposta. As empresas americanas de petróleo e gás presentes nessas águas e instalações compartilham dessa exposição. Ataquem nossos ativos e serão atacados." O presidente do Parlamento iraniano acrescentou: "Já provamos isso. Perguntem às bases que não estão mais operacionais."


A menção de Mohammad Ghalibaf a instalações e empresas americanas de energia na região, e não apenas a navios de guerra, amplia o escopo de alvos potenciais mencionados pelo Irã, justamente no momento em que o presidente Donald Trump vinha defendendo publicamente que novas rotas alternativas de petróleo estariam reduzindo a dependência global do Estreito de Ormuz — argumento que a ameaça iraniana desta segunda-feira parece contestar diretamente, ao sugerir que a infraestrutura energética americana na região segue vulnerável independentemente do controle sobre a hidrovia.


O petróleo segue em alta. Por volta das 10h no horário de Brasília, horário da publicação desta matéria, o barril do Brent era negociado a US$ 97,41, subindo aproximadamente 1,15%.



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