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Protestos do agro contra a União Europeia começam a dar resultados

União Europeia decide abrandar medidas contra agricultores para reduzir emissão de poluentes


UE - Divulgação


A forte pressão exercida pelos agricultores nos últimos meses atingiu em cheio os executivos da União Europeia que tentam aplicar as metas previstas na cartilha da Agenda 2030 da ONU. 


A comissão que cuida dos assuntos ligados às “mudanças climáticas” decidiu aliviar as medidas contra a produção de alimentos, mesmo com a manutenção do programa que tenta reduzir 90% das emissões de gases poluentes nos próximos 16 anos. A intenção dos cientistas, segundo a UE, é resgatar os padrões da atmosfera em 1990. 


Após a ocupação e bloqueio de estradas em 10 países desde dezembro, o comissário europeu para ação climática, Wopke Hoesktra, já admite que o bloco deve adotar uma postura menos radical.


"Precisamos ter certeza de que temos uma abordagem equilibrada. A grande maioria dos nossos cidadãos percebe os efeitos das mudanças climáticas, quer proteção, mas também está preocupada com o que isso implica para sua subsistência”.


A declaração do parlamentar holandês se refere ao texto final da proposta de redução dos causadores do efeito estufa, que retirou do programa parte das recomendações que afetam diretamente a produção agrícola da União Europeia.


Protestos do Agro chegaram a 10 países da União Europeia


Desde dezembro de 2023, os bloqueios de estradas comandados por fazendeiros já atingiram até o momento Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Suíça, Itália, Hungria, Polônia, Romênia e Grécia. Eles exigem medidas de apoio que barateiam os custos de produção, fim do acordo com o Mercosul e alívio de medidas radicais ligadas às mudanças climáticas.

 
 
 

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