Putin eleva tensão com a Europa: “Se quiserem guerra, estamos prontos”
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Em declarações agressivas, presidente russo diz que Moscou está preparada para um confronto direto e afirma que governos europeus sabotam esforços do presidente dos EUA para encerrar a guerra na Ucrânia

Em um novo conjunto de declarações que amplia a tensão diplomática no continente, o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira que Moscou está pronta para enfrentar militarmente qualquer país europeu que decida iniciar um conflito direto contra a Rússia. Segundo ele, caso as potências europeias optem pela escalada, a derrota delas seria tão devastadora que “não restaria ninguém para negociar um acordo de paz”. A fala ocorre em meio ao prolongamento da guerra na Ucrânia, que já ultrapassa quatro anos e permanece como o conflito mais letal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Apesar de a Rússia não ter conseguido subjugar completamente a Ucrânia, um país menor e sustentado militarmente por governos europeus e pelos Estados Unidos, o presidente Putin voltou a rechaçar a tese de que Moscou teria a intenção de atacar membros da OTAN caso prevaleça no campo de batalha. A ideia é frequentemente citada por autoridades europeias como argumento para manter o envio de recursos e armamentos para Kiev, mas o líder russo insiste em classificá-la como uma "distorção criada no Ocidente".
Ao ser questionado sobre declarações ventiladas na imprensa russa, segundo as quais o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, teria alertado que a Europa estaria se preparando para uma guerra contra Moscou, o presidente Vladimir Putin respondeu que não deseja um confronto com os países europeus. No entanto, disse que, se “a Europa decidir lutar” contra a Rússia, o desfecho seria imediato e arrasador para o bloco europeu. Ele ressaltou que a guerra na Ucrânia tem sido conduzida, segundo sua própria descrição, de maneira “cirúrgica”, algo que não ocorreria em um enfrentamento direto com potências europeias.
O presidente Vladimir Putin também acusou governos da Europa de bloquear as tentativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de mediar uma saída negociada para o conflito. Para o chefe do Kremlin, autoridades europeias teriam apresentado propostas deliberadamente inaceitáveis para Moscou com o objetivo de transferir ao governo russo a responsabilidade pela falta de avanços. Segundo ele, o distanciamento diplomático adotado pela maior parte do continente desde 2022 contribuiu para impedir que a Europa participasse de tratativas reais de paz.
O líder russo afirmou ainda que, diante dos recentes ataques de drones ucranianos contra navios-tanque da chamada “frota sombra” no Mar Negro, considera a possibilidade de cortar completamente o acesso da Ucrânia ao mar. A ameaça amplia a pressão sobre Kiev em um momento em que a Ucrânia enfrenta dificuldades logísticas e militares acumuladas ao longo da guerra.
As declarações do presidente Vladimir Putin reforçam o ambiente de instabilidade expõem o impasse entre Moscou e os governos europeus, que têm buscado manter a Ucrânia abastecida e alinhada ao Ocidente. Caso novas tensões avancem, o papel de mediação atribuído ao presidente Donald Trump poderá se tornar ainda mais central para qualquer possibilidade de interrupção duradoura das hostilidades.
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Carlos Dias.
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