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Recuperações judiciais batem recorde histórico no Brasil em 2025 com 2.466 casos e alta de 13%

Agropecuária lidera com 743 pedidos


Imagem: rafastockbr/Shutterstock
Imagem: rafastockbr/Shutterstock

O Brasil encerrou 2025 com o maior número de empresas em recuperação judicial de sua história. Foram 2.466 casos registrados ao longo do ano, alta de 13% em relação às 2.184 de 2024, segundo o Indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Serasa Experian. O dado não é apenas um recorde pontual: é o resultado de uma trajetória ascendente que reflete o cenário de crédito caro, juros elevados e pressão de caixa que vem corroendo a saúde financeira do setor produtivo brasileiro ao longo dos últimos anos.


O setor mais atingido foi o agropecuário, com 743 empresas em recuperação judicial, equivalente a 30,1% do total. Serviços vieram logo atrás com 739 casos (30%), seguidos por comércio com 535 (21,7%) e indústria com 449 (18,2%).


O número de pedidos efetivos de recuperação judicial foi de 977 em 2025, crescimento de 5,5% sobre os 926 de 2024. A Selic, que permaneceu em 15% ao longo de boa parte de 2025 antes de iniciar tímido ciclo de cortes, é o pano de fundo que conecta praticamente todos os setores atingidos: crédito caro encarece o capital de giro, comprime margens e torna insustentáveis estruturas de dívida que seriam administráveis com juros menores.


O retrato que os dados de 2025 deixam é o de um quadro de negócios hostil ao empreendedor brasileiro. O recorde de recuperações judiciais não é um fenômeno isolado: é o reflexo de um Estado que tributa pesado, mantém juros entre os mais altos do mundo, amplia gastos sem cortar despesas e entrega ao setor produtivo uma realidade em que sobreviver, mais do que crescer, tornou-se o principal desafio. Os números de 2026, num ano que começou com a guerra no Irã pressionando o petróleo e a inflação, dificilmente serão melhores.



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