Marco Rubio anuncia sanções contra atores do regime cubano associados a redes marxistas
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Secretário de Estado americano cita tentativa do regime de usar centenário de Fidel Castro para reativar rede internacional de simpatizantes

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira (20) novas sanções contra líderes do regime cubano associados a redes subversivas de inspiração marxista e a negociações econômicas consideradas corruptas. Segundo o secretário, o regime cubano mantém há décadas uma vasta rede de subversão nos Estados Unidos voltada a identificar, cultivar e radicalizar simpatizantes, operando com frequência sob o pretexto de intercâmbios educacionais ou culturais.
O secretário Marco Rubio afirmou que, há poucos dias, o regime tentou usar o centenário de nascimento do ditador comunista Fidel Castro para reativar essa rede, levando a Havana uma nova leva de simpatizantes internacionais para se articularem com autoridades do governo cubano. "O governo Trump não ficará parado enquanto uma potência estrangeira hostil busca explorar nossas liberdades — nenhuma das quais é concedida ao seu próprio povo — enganando e corrompendo cidadãos americanos com mentiras, técnicas de espionagem e outras condutas ilícitas, como parte da razão de ser do regime: exportar marxismo, ressentimento racial e violência comunista pelo mundo."
Com base na Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump em 1º de maio de 2026, o secretário de Estado Marco Rubio designou três dirigentes do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, o ICAP, entidade já sancionada anteriormente por ser classificada como subdivisão política, agência ou instrumento do governo cubano. Entre os designados está o próprio presidente do ICAP, Fernando González Llort, ex-espião cubano condenado que cumpriu 15 anos de prisão nos Estados Unidos por seu papel na chamada Rede Wasp, um amplo esquema ilegal de espionagem cubana desmantelado na Flórida no fim dos anos 1990. Segundo o secretário Marco Rubio, Fernando González Llort seguiu atuando para desestabilizar os Estados Unidos após retornar a Cuba, por meio justamente de sua atuação no ICAP, entidade que promove brigadas internacionais em instalações espalhadas pelo país, incluindo o Campamento Internacional Julio Antonio Mella, a Casa Memorial Salvador Allende e a Casa de la Amistad — locais que o Departamento de Estado passou a identificar como endereços alternativos do ICAP e que agora são tratados como propriedade sancionada.
O pacote de sanções também inclui nove entidades, entre elas o Ministério da Construção de Cuba, apontadas por sustentar o aparato repressivo do regime por meio do controle de setores econômicos estratégicos. "As designações de hoje deixam claro que o governo Trump não tolerará os esforços do regime cubano para financiar sua repressão ou dar continuidade à sua campanha de décadas de atividades subversivas antiamericanas", declarou o secretário de Estado americano.
As ações do Departamento de Estado se apoiam na Ordem Executiva 14404, que autoriza sanções amplas contra Cuba, incluindo pessoas que sustentam o aparato de segurança do regime e responsáveis por repressão na ilha e outras ameaças à segurança nacional americana. As medidas também reforçam a Ordem Executiva 14380, voltada a enfrentar ameaças representadas pelo governo cubano aos Estados Unidos, e o Memorando de Segurança Nacional Presidencial 5, que orienta o Poder Executivo a promover direitos humanos, fortalecer o Estado de Direito, incentivar mercados e livre iniciativa, e fomentar a democracia em Cuba.




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