Saída de dólares do Brasil atinge US$ 33,3 bilhões em 2025, a segunda maior da história
- Núcleo de Notícias

- há 3 dias
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Fluxo cambial registra a segunda maior fuga de recursos desde 1982 sob cenário de incerteza fiscal e perda de confiança

O Banco Central do Brasil informou na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que o saldo do fluxo cambial do país foi negativo em US$ 33,3 bilhões ao longo de 2025. O resultado representa a maior retirada líquida de recursos estrangeiros em seis anos e configura o segundo pior desempenho da série histórica iniciada em 1982, evidenciando o enfraquecimento da confiança no cenário econômico brasileiro.
O fluxo cambial negativo ocorre quando mais dólares deixam o país do que entram, seja por decisões de investimento, remessas de lucros, pagamentos de juros ou outros movimentos financeiros. Na prática, esse desequilíbrio pressiona a disponibilidade de moeda estrangeira, podendo influenciar tanto o câmbio quanto a percepção externa sobre o cenário econômico.
O volume de saída só ficou abaixo do registrado em 2019, quando a fuga de dólares alcançou US$ 44,8 bilhões. Desde o início da série, há mais de quatro décadas, poucos períodos apresentaram deterioração tão expressiva no fluxo de capitais quanto a observada em 2025.
Segundo os dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, a conta comercial registrou superávit de US$ 49,15 bilhões, impulsionado por US$ 287,5 bilhões em exportações frente a US$ 185,8 bilhões em importações. Já a conta financeira apresentou déficit de US$ 82,5 bilhões, com compras de dólares totalizando US$ 591,6 bilhões e vendas alcançando US$ 674,1 bilhões, indicando uma retirada expressiva de capital do país.
Na comparação anual, o saldo negativo do fluxo cambial aumentou 7,9% em relação a 2024, confirmando a tendência de agravamento observada ao longo do último ano. Em dezembro, a saída líquida de recursos somou US$ 13,6 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a evasão alcançou US$ 27,0 bilhões, mas ainda assim expressivo para um único mês.
O resultado reforça a percepção de que a condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem contribuído para a instabilidade do mercado, marcada por desequilíbrios fiscais, desconfiança quanto ao controle de gastos públicos e sinais de fragilidade institucional.
A deterioração do fluxo cambial ao longo de 2025 indica que, mesmo com desempenho positivo do comércio exterior, o Brasil enfrenta dificuldades crescentes para reter investimentos e preservar a estabilidade financeira, ampliando ainda mais os desafios econômicos para os próximos anos.
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Carlos Dias.
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