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Sindicalistas prometem dificultar ao máximo a privatização da Sabesp

Ação contra a privatização da companhia de saneamento paulista foi apresentada por sindicalistas ao TCE-SP

Equatorial e privatização da Sabesp entram na mira dos sindicatos

Após a Aegea sair do páreo, o Grupo Equatorial Energia - que já atua em cerca de 30% do território nacional - foi definido como único interessado a ficar com a concessão da Sabesp - a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.


Pela oferta descrita na proposta, a Equatorial Energia pretende redefinir a relação com sindicatos, além de melhorar benefícios e remuneração de seus colaboradores. Tudo isso por R$ 6,9 bilhões, que daria ao grupo 15% das ações da estatal paulista.


A aparente calmaria no processo - que se deu após o violento incidente na Assembleia Legislativa de São Paulo - não foi duradora. Isso porque o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) se uniu ao Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas) para contestar a oferta de ações no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). 


A representação deve ser apenas o primeiro passo de uma conturbada judicialização do processo de privatização da Sabesp. A próxima medida até já foi definido: uma nova ação contra a operação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP).


"Preço vil"


Segundo os sindicalistas, um estudo encomendado pelas entidades mostram desvantagens nos valores da operação e no volume de investimentos previstos na companhia nos próximos anos.


“O valor econômico da Sabesp é substancialmente superior ao preço de venda proposto pelo Estado de São Paulo”, aponta o texto da representação. “A divergência entre o valor de avaliação e o preço de venda configura uma alienação em preço vil, caracterizando uma potencial lesão ao erário”, ressalta a peça.

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