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Sirenes e explosões em Israel, Kuwait, Emirados e Arábia Saudita marcam o 35º dia de guerra no Oriente Médio

Refinaria do Kuwait é atingida por drones iranianos e instalação de gás nos Emirados sofre danos; presidente americano avisa que o exército ainda "nem começou a destruir o que resta no Irã"



O 35º dia da guerra no Oriente Médio foi marcado por uma escalada simultânea em múltiplas frentes. Sirenes de alerta soaram nesta sexta-feira em Israel, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita enquanto os sistemas de defesa aérea tentavam interceptar drones e mísseis disparados pelo Irã. Ao menos duas refinarias foram incendiadas por ataques diretos ou pelos destroços de projéteis abatidos, com o regime de Teerã ampliando mais uma vez o raio geográfico de sua ofensiva contra países da região.


O alvo mais significativo foi a maior refinaria do Kuwait, atingida por drones iranianos que provocaram incêndio em algumas de suas unidades. Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades reportaram um incidente na instalação de gás de Habshan, danificada por destroços de projéteis interceptados. Os ataques reforçam a estratégia do regime iraniano de pressionar países do Golfo que hospedam bases americanas ou que apoiam, mesmo que silenciosamente, a campanha militar dos Estados Unidos e de Israel.


Do lado americano, o presidente Donald Trump escalou a retórica em postagem na madrugada de quinta para sexta. "Nosso exército ainda nem começou a destruir o que resta no Irã", escreveu o presidente. "Pontes a seguir, depois usinas elétricas!" O líder americano acrescentou que a "nova liderança do regime sabe o que precisa ser feito, e precisa ser feito RÁPIDO", numa referência ao vácuo de poder criado pela eliminação da cúpula iraniana desde o início da Operação Epic Fury. A ameaça às pontes ganhou concretude ainda nesta semana, quando ataques americanos destruíram uma das mais longas ligações entre Teerã e a cidade de Karaj, confirmada como destruída pelas próprias autoridades iranianas.


A troca de golpes ocorre num momento em que esforços diplomáticos globais tentam encontrar uma saída para o conflito, com foco especial na reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima permanece bloqueada pelo Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro, e seu fechamento já produziu efeitos visíveis em toda a cadeia energética global: os preços do petróleo, do gás natural e dos fertilizantes acumulam altas expressivas, pressionando a inflação em países que dependem dessas rotas para garantir seu abastecimento energético. O Reino Unido anunciou uma conferência diplomática internacional sobre o tema com 35 países signatários de declaração de comprometimento, mas o horizonte de uma solução concreta permanece indefinido enquanto o regime iraniano mantém sua postura de não negociar um cessar-fogo temporário e os Estados Unidos condicionam qualquer acordo à reabertura plena da rota.


O padrão que emerge do 35º dia é o mesmo que vem se repetindo desde o início do conflito: o Irã ataca a infraestrutura energética de países do Golfo para elevar o custo político da campanha americana, enquanto os Estados Unidos e Israel intensificam os bombardeios sobre o território iraniano. O regime que financia grupos terroristas na região e mantém o Estreito de Ormuz fechado como instrumento de pressão econômica global aposta que o custo do conflito sobre as economias ocidentais, refletido nos preços dos combustíveis e na inflação, forçará alguma forma de acomodação. O presidente Donald Trump, ao ameaçar as pontes e as usinas elétricas iranianas, sinaliza a resposta oposta: que os Estados Unidos estão dispostos a intensificar a pressão até que o regime ceda.



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