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Tensões globais impulsionam nova "Corrida do Ouro"

Aumento dos conflitos voltaram a movimentar o mercado de ouro mundial



O aumento das tensões geopolíticas em 2024 têm levado os investidores a apostar cada vez mais seus recursos para a aquisição de ouro - historicamente usado como reserva financeira rentável e segura em tempos de guerra.


A comprovação da tendência foi divulgada pelo World Gold Council (Conselho Mundial do Ouro). Em 2023, a procura pelo metal subiu exponencialmente, atingindo a marca recorde de 4.899 toneladas métricas. A escassez no mercado internacional elevou a cotação à vista do ouro em 11 de março deste ano para US$ 2.206 por onça. Os dados foram apurados pelo The Epoch Times.


Os analistas destacam que a nova corrida pelo ouro se deve principalmente a quatro incidentes: a guerra Israel x Hamas, Rússia x Ucrânia, além das tensões entre Coreia do Norte e Coreia do Sul e entre China e Taiwan.


A invasão Russa em solo ucraniano - que completou 2 anos em fevereiro - tem sido apontada como o principal motivo para o crescimento das aquisições de ouro. O ditador Vladimir Putin alertou para uma longa duração as ações contra Kiev, após as entradas de Finlândia e Suécia na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). 


Além das tensões prolongadas no leste europeu, a ameaça do uso de armas nucleares ampliou o risco inflacionário global - e a busca pelo ouro como “proteção” financeira.


 
 
 

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