Trump afirma que Irã "quer fazer um acordo" e que está revisando os termos, mas já diz não conseguir "imaginar" que seja aceitável
- Núcleo de Notícias

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Presidente afirma que regime está "dizimado" e levaria duas décadas para se reconstruir, sinaliza possibilidade de retomada de ataques e diz que Irã ainda não pagou "preço suficiente" pelos últimos 47 anos

O presidente Donald Trump afirmou que está revisando os termos de um potencial acordo com o Irã, mas horas depois postou no Truth Social que não consegue "imaginar" que o texto seja aceitável, numa oscilação de sinalizações que resume o estado atual das negociações.
Falando a jornalistas antes de embarcar no Air Force One em direção a Miami, o presidente Trump disse que recebeu informações sobre o conceito do acordo iraniano e que aguardava a redação exata para análise. "Eles me contaram sobre o conceito do acordo. Eles vão me dar a redação exata agora. Estamos indo muito bem com relação ao Irã. De novo, eles querem fazer um acordo. Eles estão dizimados", afirmou o presidente.
O chefe da Casa Branca foi além ao avaliar o estado atual do regime. "Se fôssemos embora agora, levaria 20 anos para eles se reconstruírem. Mas não vamos embora agora. Vamos fazer isso de um jeito que ninguém precise voltar em dois ou cinco anos", disse, sinalizando que qualquer acordo precisará ser suficientemente abrangente para eliminar a ameaça iraniana de forma duradoura, não apenas temporária. O presidente também voltou a mencionar que o regime está "tendo dificuldade em descobrir quem é seu líder" e disse haver possibilidade de os Estados Unidos retomarem ataques militares contra alvos iranianos.
Horas depois, a postagem no Truth Social lançou dúvida sobre o otimismo da declaração anterior. "Não consigo imaginar que [o acordo] seria aceitável, pois eles ainda não pagaram um preço grande o suficiente pelo que fizeram à Humanidade e ao Mundo nos últimos 47 anos", escreveu o presidente Donald Trump. A frase combina a afirmação de que um acordo está sendo discutido com a sinalização de que o regime precisa pagar mais antes de receber qualquer alívio.
O Brent acima de US$ 100, o Estreito de Ormuz fechado e a estimativa de que o Irã tem menos de três semanas antes de precisar fechar poços permanentemente formam o pano de fundo de uma negociação que avança aos trancos entre declarações de abertura e recuos retóricos. A "redação exata" que o presidente Donald Trump disse aguardar poderá definir se maio começa com uma nova rodada de escalada ou com o início de uma resolução que os mercados globais aguardam há semanas.




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