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Trump avisa que pode "destruir o Irã inteiro em uma noite" — e que essa noite pode ser amanhã

Presidente americano endurece o tom em coletiva na Casa Branca ao comentar ultimato com prazo na terça-feira



O presidente Donald Trump elevou a retórica a um novo patamar nesta segunda-feira ao afirmar em coletiva de imprensa na Casa Branca que os Estados Unidos têm capacidade de destruir o Irã inteiramente em uma única noite, e que essa noite pode ser a de amanhã. "O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite", disse o presidente Trump, numa referência aparente ao prazo de seu ultimato para que o regime iraniano reabra o Estreito de Ormuz, que vence nesta terça-feira.


A coletiva havia sido convocada para celebrar o resgate dos dois aviadores cujo F-15E foi abatido em território iraniano, operação descrita pelo presidente como "um dos maiores, mais complexos e mais angustiantes resgates em combate já tentados por qualquer exército."


O presidente Donald Trump afirmou que a missão contou com apoio de "muita gente, muita gente boa", sem entrar em detalhes. Relatos indicam que Israel teve papel relevante na operação, fornecendo inteligência e apoio operacional para a extração dos tripulantes de dentro do território inimigo. "Tivemos um pouco de sorte também", reconheceu o presidente, alternando entre o orgulho pelas forças armadas e a honestidade sobre os riscos envolvidos numa missão desse porte. Os dois aviadores, confirmou o presidente, estão se recuperando bem após o resgate.


A passagem do tom comemorativo para a ameaça de aniquilação total do Irã na mesma coletiva resume o momento em que a guerra se encontra: de um lado, o presidente Donald Trump sinalizou no início do dia que o regime fez uma proposta "significativa" de negociação, classificada como "um passo real, mas não suficiente"; de outro, o presidente mantém aberta a opção de uma escalada sem precedentes caso o Estreito não seja reaberto antes do prazo. A combinação de abertura diplomática e ameaça de destruição total é a mesma que tem caracterizado a abordagem americana desde o início do conflito, com o presidente Trump usando as duas alavancas simultaneamente para maximizar a pressão sobre um regime cujas lideranças foram sistematicamente eliminadas ao longo de 36 dias de Operação Epic Fury.


O Irã já perdeu sua marinha, sua força aérea, sua capacidade antiaérea, seus principais cientistas nucleares, o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica e dezenas de comandantes seniores. A ameaça de uma ofensiva final contra o que resta de infraestrutura civil e energética do regime iraniano é o que está sobre a mesa para as próximas horas, caso Teerã não mova suas negociações para um terreno que Washington considere aceitável.



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