Trump avisa que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se Irã não reabrir o Estreito de Ormuz até as 21h
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- há 5 dias
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Presidente americano sinaliza "mudança de regime completa e total" no Irã e deixa aberta janela diplomática de última hora

O presidente Donald Trump publicou nesta manhã de terça-feira a mensagem mais sombria desde o início da guerra, alertando que "uma civilização inteira morrerá esta noite" caso o Irã não chegue a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz antes do prazo que ele mesmo estabeleceu. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser restaurada. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu o presidente Donald Trump em postagem no Truth Social.
O prazo final dado pelo presidente americano ao regime iraniano é as 20h, horário do leste americano, o equivalente a 21h no horário de Brasília desta terça-feira. É o vencimento do ultimato que Donald Trump lançou no domingo de Páscoa e que havia sido ampliado com 48 horas de margem adicional, mas cuja paciência o presidente sinalizou ter chegado ao limite após 37 dias de guerra sem reabertura da rota marítima que abastece um quinto do petróleo mundial.

Numa das passagens mais intrigantes da postagem, o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de que algo tenha mudado na estrutura de poder iraniana. "No entanto, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer. QUEM SABE? Descobriremos esta noite, um dos momentos mais importantes na longa e complexa história do Mundo", escreveu o presidente. A referência a uma "mudança de regime completa e total" sugere que, na avaliação de Washington, a liderança que restou no Irã após 37 dias de eliminações sistemáticas de comandantes, generais, cientistas nucleares e chefes de inteligência é suficientemente diferente da que iniciou o conflito para que um acordo se torne possível.
O chefe da Casa Branca encerrou a postagem com um aceno ao povo iraniano, separando-o do regime que o controlou por quase cinco décadas: "47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente terminarão. Deus abençoe o grande povo do Irã!" A mensagem segue o padrão que o presidente Donald Trump tem adotado ao longo do conflito, de apresentar os ataques não como uma guerra contra o Irã, mas como a destruição de um regime que oprimia sua própria população.
As próximas horas serão, nas palavras do próprio presidente americano, "um dos momentos mais importantes na longa e complexa história do Mundo". Se o prazo vencer sem acordo, as ameaças de destruição das pontes, usinas e de outras estruturas ainda mais sensíveis da infraestrutura iraniana, feitas ao longo dos últimos dias, precisarão ser cumpridas ou perderão permanentemente sua credibilidade como instrumento de pressão. Se um acordo surgir antes das 21h de Brasília, o conflito que sacudiu os mercados globais, matou civis em Israel e no Golfo, bloqueou o Estreito de Ormuz e redesenhou o equilíbrio de poder no Oriente Médio poderá estar chegando ao fim.




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