Trump confirma visita de Estado à China em maio e Xi Jinping fará visita recíproca a Washington
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Encontro em Pequim nos dias 14 e 15 de maio será a primeira viagem de um presidente americano ao país desde 2017

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou nesta quarta-feira que o presidente Donald Trump viajará à China para uma visita de Estado nos dias 14 e 15 de maio, quando se reunirá com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim. Em reciprocidade, Xi Jinping visitará Washington em data ainda a ser confirmada ao longo deste ano.
O encontro havia sido originalmente programado para a próxima semana, mas precisou ser remarcado em função do conflito em curso no Oriente Médio. Karoline Leavitt informou que o presidente chinês compreendeu a necessidade do reagendamento. "Tenho a satisfação de anunciar que a tão esperada reunião do presidente Trump com o presidente Xi na China ocorrerá agora em Pequim, nos dias 14 e 15 de maio", disse a porta-voz à imprensa.
A visita terá peso histórico considerável. A última vez que um presidente americano esteve na China foi em 2017, justamente durante o primeiro mandato de Donald Trump. Nos anos seguintes, a relação entre Washington e Pequim passou por um ciclo de deterioração expressiva, marcado por disputas comerciais, sanções tecnológicas e tensões geopolíticas em torno de Taiwan. O reencontro presencial entre os dois líderes em solo chinês representa, portanto, uma sinalização de que ambos os lados têm interesse em administrar essa rivalidade dentro de canais diplomáticos estruturados.
A última conversa presencial entre Donald Trump e Xi Jinping havia ocorrido em outubro, na Coreia do Sul, onde os dois presidentes firmaram uma trégua comercial. A reunião de maio em Pequim será a primeira visita formal de Estado e tende a ter agenda mais ampla, especialmente num momento em que a guerra no Oriente Médio reorganiza alianças e pressiona países a definirem posições. A China, que importa volumes expressivos de petróleo iraniano e tem interesse direto na estabilidade do Estreito de Ormuz, ocupa um papel relevante tanto no cenário energético quanto nas negociações de paz que os Estados Unidos tentam conduzir com o regime de Teerã.
O timing da visita, marcada para menos de três semanas após o prazo aberto pelas negociações com o Irã, também não é irrelevante. Se o conflito avançar para alguma forma de acordo até lá, o presidente Donald Trump chegará a Pequim numa posição de força diplomática considerável. Se a guerra ainda estiver em curso, a conversa com Xi Jinping ganhará uma camada adicional de complexidade, dado o papel que a China pode desempenhar como interlocutor com o regime iraniano.




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