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Trump diz que Irã “quer muito um acordo”, mas Washington mantém pressão com sanções e força militar

Negociações indiretas mediadas por Omã avançam em meio a ameaças veladas



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações indiretas entre Washington e Teerã, mediadas por Omã, foram “muito boas” e indicam que o regime iraniano está disposto a fechar um acordo nuclear. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, em um momento de forte tensão regional e com presença militar norte-americana reforçada no Oriente Médio.


Segundo o presidente Donald Trump, o Irã demonstra pressa incomum para negociar. Ele ressaltou que, no passado, Teerã optou por não avançar em entendimentos, mas agora aparenta ter mudado de postura diante do cenário internacional adverso. O presidente norte-americano também voltou a mencionar o deslocamento de uma grande força naval dos Estados Unidos para a região, sinalizando que a diplomacia segue acompanhada de poder militar real.


Questionado sobre quanto tempo Washington estaria disposta a esperar por um acordo, o presidente Trump indicou flexibilidade, mas deixou claro que a paciência não é infinita. Ele citou o caso da Venezuela para ilustrar que os Estados Unidos sabem esperar quando julgam necessário, mas frisou que o Irã conhece perfeitamente as consequências de não aceitar um entendimento. De acordo com o presidente, essas consequências seriam “muito severas”, deixando implícito que envolvem tanto sanções quanto outras formas de pressão.


As conversas ocorreram de forma indireta, com representantes norte-americanos e iranianos reunidos separadamente com autoridades de Omã. O Ministério das Relações Exteriores omanense informou que os encontros tiveram como objetivo preparar as condições para a retomada de negociações diplomáticas e técnicas mais amplas. Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi classificou o diálogo como um “bom começo” e afirmou que houve consenso para dar continuidade às tratativas.


O ministro das Relações Exteriores iraniano declarou que, após um longo período sem diálogo, as posições do Irã foram apresentadas e suas preocupações expostas em um ambiente que descreveu como positivo. Ele também afirmou que os interesses e os supostos direitos do povo iraniano foram colocados à mesa, assim como as visões da outra parte. Apesar do tom conciliador, o chanceler deixou claro que os próximos passos dependerão de consultas internas em Teerã e das decisões políticas do regime.


Enquanto o discurso público falava em avanço diplomático, os Estados Unidos adotaram uma linha dura na prática. Logo após as reuniões, o Departamento de Estado anunciou novas sanções contra o Irã, atingindo 15 entidades, dois indivíduos e 14 embarcações da chamada “frota fantasma”, utilizada para o comércio ilegal de petróleo e derivados. Washington deixou explícito que essas operações financiam atividades desestabilizadoras no exterior, além de sustentar a repressão interna do regime.


Em nota oficial, o governo americano afirmou que o Irã continua desviando recursos que poderiam ser destinados ao bem-estar da população e à infraestrutura do país para financiar ações internacionais hostis, apoiar grupos terroristas e manter redes de proxies armados no Oriente Médio. O comunicado reforça a visão de que Teerã atua como um dos principais patrocinadores estatais do terrorismo global, utilizando receitas do setor energético para expandir sua influência regional pela força.


O cenário evidencia que qualquer acordo em discussão não se dá por boa vontade iraniana, mas por necessidade. Cercado por sanções, isolamento diplomático e pressão militar, o regime de Teerã tenta ganhar tempo e aliviar o colapso econômico sem abandonar práticas que o colocam como um fator permanente de instabilidade no Oriente Médio.


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