Trump diz que os EUA podem se unir à Arábia Saudita contra os houthis
Presidente diz que “decidirá rápido” e afirma haver comunicação com o grupo iemenita

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (10) que o país pode entrar na campanha militar saudita contra os terroristas houthis, movimento que sinaliza uma possível mudança de postura diante da relutância demonstrada até aqui em intervir diretamente no conflito. A declaração foi feita na Casa Branca, depois de um jornalista perguntar se as forças americanas poderiam se somar aos bombardeios sauditas contra o grupo, também conhecido como Ansar Allah, em resposta a mais um ataque mortal contra a capital do reino.
“Talvez. Vamos avaliar”, respondeu o presidente Trump. “Acabamos de saber do ataque recente. Então vamos tomar uma decisão. Nós nos movemos muito rápido.” Em seguida, o presidente sugeriu que os sauditas têm meios de se defender sozinhos, ao dizer que “são bons combatentes”, mas classificou como “terrível” a ofensiva contra o reino. Pressionado de novo sobre uma eventual participação americana, desconversou: “Vocês vão descobrir. Temos comunicação com os houthis, e vamos ver o que acontece. Mas o que eles fizeram foi muito grave.”
O ataque que motivou a pergunta atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. Segundo o balanço atualizado divulgado neste domingo (11) pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita, 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas, algumas em estado crítico. Entre as vítimas fatais estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, um deles americano. Os houthis assumiram a autoria e fazem parte de uma série de ofensivas contra aeroportos sauditas nos últimos dias.
Depois da tomada da Ilha Perim pelos terroristas, em setembro, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pediu autorização para ataques americanos às posições do grupo, e o presidente Donald Trump rejeitou a intervenção direta. Agora, com a morte de um cidadão dos Estados Unidos e o alvo sendo um terminal civil da capital saudita, o tom mudou, embora o chefe da Casa Branca tenha evitado qualquer compromisso. A escalada ocorre na semana em que o governo iemenita e a coalizão liderada pelos sauditas anunciaram a Operação Dawn of Yemen, com milhares de ações contra alvos houthis, e em meio à guerra entre Washington e Teerã, que mantém o petróleo perto de US$ 100 o barril e as rotas energéticas da região sob pressão.





Comentários