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Trump impõe prazo ao Irã e amplia sanções antes de nova rodada de negociações em Genebra

Pressão máxima inclui bloqueios econômicos, mobilização naval inédita na região e exigência de desmantelamento total do programa nuclear iraniano



Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (25) um novo pacote de sanções contra o regime do Irã, intensificando a estratégia de pressão máxima adotada pelo presidente Donald Trump às vésperas da retomada das negociações nucleares em Genebra. O governo norte-americano deixou claro que o tempo para um acordo está se esgotando e que, caso não haja concessões concretas por parte de Teerã, medidas mais duras deverão ser adotadas.


As sanções atingem mais de 30 indivíduos, empresas e embarcações acusadas de facilitar a venda clandestina de petróleo iraniano e de colaborar com a produção de armamentos. Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, o regime iraniano utiliza o sistema financeiro internacional para lavar recursos, adquirir componentes estratégicos para seus programas militares e financiar grupos terroristas na região. O governo americano reiterou que continuará atuando para enfraquecer as capacidades bélicas do país persa e seu apoio a organizações extremistas.


Durante o discurso do Estado da União, o presidente Donald Trump reforçou que jamais permitirá que o principal patrocinador do terrorismo global obtenha armas nucleares. O chefe da Casa Branca revelou que concedeu um prazo estimado entre 10 e 15 dias para que o regime iraniano apresente um compromisso inequívoco de abandonar qualquer ambição nuclear militar. Segundo ele, as negociações estão em andamento, mas ainda não houve a declaração considerada essencial por Washington: a garantia pública de que o Irã nunca terá uma arma nuclear.


O chefe da Casa Branca também recordou a ofensiva militar realizada em 2025 contra instalações nucleares iranianas, batizada de Operação Midnight Hammer. De acordo com o presidente Trump, a ação teria neutralizado de forma decisiva a infraestrutura nuclear do regime. Ainda assim, o governo americano afirma que Teerã estaria tentando retomar atividades estratégicas, o que elevou o nível de alerta em Washington.


A nova fase de pressão diplomática ocorre paralelamente a uma significativa mobilização militar no Oriente Médio. Dois grupos de ataque liderados pelos porta-aviões USS Gerald R. Ford e USS Abraham Lincoln operam simultaneamente na região, acompanhados por destróieres equipados com mísseis de cruzeiro. Caças F-22 também foram posicionados em território israelense, ampliando a capacidade de resposta imediata. Trata-se da maior concentração de poder naval americano no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003.


O endurecimento do discurso foi acompanhado por denúncias sobre a repressão interna promovida pelo regime iraniano. O presidente Donald Trump afirmou que milhares de manifestantes foram sido mortos nas recentes ondas de protestos, número superior às estimativas independentes divulgadas até o momento. Para Washington, o comportamento do regime reforça a necessidade de vigilância internacional.


A exigência central dos Estados Unidos permanece inalterada: interrupção total do enriquecimento de urânio e garantias verificáveis de que o programa nuclear não será retomado futuramente. As autoridades iranianas, por sua vez, rejeitam publicamente tais condições e afirmam que qualquer ataque desencadeará retaliações contra forças americanas e aliados regionais.


Enquanto diplomatas dos dois países voltam a se reunir em Genebra, o cenário combina negociação formal com demonstração explícita de força. O desfecho das próximas semanas poderá definir se haverá concessão nuclear por parte de Teerã ou se o impasse caminhará para um confronto mais amplo no Oriente Médio.



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