União Europeia classifica de "injustificadas" novas tarifas americanas sobre importações do bloco por alegações de trabalho forçado
- Núcleo de Notícias

- 3 de jun.
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USTR propõe sobretaxa de 10% sobre produtos europeus; Bruxelas promete analisar as conclusões mas mantém diálogo com Washington

A União Europeia afirmou nesta quarta-feira (3) que considera "injustificadas" as novas tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre importações europeias, anunciadas um dia antes pelo Escritório do Representante de Comércio americano (United States Trade Representative - USTR ) com base numa investigação sobre bens supostamente produzidos com trabalho forçado.
O USTR informou na terça-feira que pretende impor tarifas adicionais de 10% sobre importações de bens da UE e de outras cinco economias, citando falha em "aplicar de forma efetiva a proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado." Para outras 54 economias, incluindo o Brasil, China e Índia, a alíquota proposta é mais elevada, de 12,5%.
O porta-voz de Comércio da UE, Olof Gill, disse que o bloco analisará cuidadosamente as conclusões da investigação americana e as medidas sugeridas, sinalizando que Bruxelas seguirá em diálogo com o governo Trump antes de adotar qualquer resposta formal. "Ainda assim, a UE considera que tarifas impostas com base nesses fundamentos são injustificadas", afirmou. "Como deixamos claro de forma consistente ao longo desse processo, a UE compartilha plenamente as preocupações dos EUA com o trabalho forçado e continua totalmente comprometida em erradicá-lo das cadeias globais de suprimentos por meio de ações concretas."
A proposta de tarifa sobre trabalho forçado se soma às tarifas já em vigor ou em discussão sobre aço, alumínio, veículos, entre outros.



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