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URGENTE: Trump declara que cessar-fogo com o Irã acabou: "É uma perda de tempo"

EUA lançam ataques contra mais de 80 alvos iranianos e revogam licença de venda de petróleo; Irã responde com ataques a instalações americanas no Bahrein e Kuwait



O presidente Donald Trump declarou nesta quarta-feira (8) ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na cúpula da aliança em Ancara, que considera o acordo de cessar-fogo com o Irã encerrado. "Para mim, acho que acabou. No que me diz respeito, é apenas uma perda de tempo", disse o presidente Trump a jornalistas, acusando os líderes iranianos de negociar de má-fé.


"Eles são mentirosos. Fazemos um acordo e eles saem, falam com a imprensa e dizem 'nunca falamos sobre isso.' No que me diz respeito, acabou", disse o presidente americano. "Eles podem conversar, mas acho que estão perdendo tempo. Eles são mentirosos, são trapaceiros. São pessoas doentes."


As declarações vieram horas depois de o CENTCOM anunciar ataques contra mais de 80 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, radares e embarcações da Guarda Revolucionária usadas para ameaçar o tráfego comercial. O Tesouro americano também revogou a licença de 60 dias que autorizava a venda de petróleo iraniano, emitida como contrapartida ao memorando de entendimento assinado em 14 de junho. O presidente Trump disse que os ataques foram retaliação pelos assaltos iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz, acrescentando que os EUA haviam concedido tempo extra ao Irã para que realizasse os funerais do líder supremo Ali Khamenei antes de retaliar.


O Irã respondeu com ataques a instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, ampliando o raio geográfico do conflito para além do Estreito. O memorando que havia previsto a "cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano", está na prática desfeito, com o Irã tendo atacado ao menos três embarcações comerciais no Estreito entre segunda e terça-feira antes da resposta americana desta quarta.


Para os mercados globais, a declaração do presidente Donald Trump de que o acordo "acabou" é o evento mais significativo desde a assinatura do memorando em 14 de junho. O Brent, que havia recuado de mais de US$ 120 no pico do conflito para abaixo de US$ 72 com a perspectiva de paz, já havia reagido ontem com alta de 3% após o ataque iraniano ao navio de GNL. A combinação de ataques americanos a 80 alvos iranianos, revogação da licença de petróleo e declaração presidencial de que o acordo acabou aponta para uma escalada que pode levar o petróleo de volta acima de US$ 90 ou além, reacendendo exatamente a pressão inflacionária global que o acordo havia aliviado. Para o Ibovespa, que acumula queda de 13% desde os recordes de abril e tentava uma recuperação tímida nas últimas duas semanas, o retorno do conflito pleno é o pior cenário possível.



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