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Venda do BRB ao BTG volta a ser tema em Brasília; banco nega negociação e diz não ter interesse

há 2 horas
2 min de leitura

Governo do Distrito Federal teria avaliado a transferência do controle do Banco de Brasília entre as alternativas para recompor o capital; o BTG Pactual afirma que não há tratativas



A possibilidade de uma venda do Banco de Brasília (BRB) ao BTG Pactual voltou ao noticiário nesta semana, num momento em que o banco público busca saídas para recompor o capital depois da crise ligada às operações com o Banco Master. Não há, até agora, negociação confirmada. O BTG nega interesse na compra, e o Governo do Distrito Federal (GDF) não comentou o assunto.


Segundo interlocutores do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou ao ministro Luiz Fux, relator da ação movida pelo GDF, a informação de que a gestão da governadora reeleita Celina Leão (PP) teria interesse em vender o BRB ao BTG, que tem André Esteves como presidente do conselho de administração. Procurado pela imprensa, o BTG negou interesse na aquisição e afirmou que não há negociação nesse sentido. O GDF, também procurado nos dias 4 e 5, não se manifestou até a publicação dessa reportagem.


O tema circula desde setembro. Em 23 daquele mês, o Sindicato dos Bancários de Brasília afirmou ter recebido denúncias de que André Esteves teria se reunido, dois dias antes, com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, para tratar de uma eventual aquisição, e pediu esclarecimentos públicos. As informações não foram confirmadas pelas partes envolvidas, e o BTG afirma que “não está em negociação para a aquisição do BRB e que não há qualquer tratativa em andamento nesse sentido”.


Em declaração anterior, o próprio André Esteves havia dito que o BTG olha ativos do BRB, mas não os oriundos do Master. “Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos, mas não vamos olhar os do Master”, afirmou, acrescentando que o banco não tem interesse na compra do BRB.


A discussão sobre uma mudança de controle ocorre em meio à busca por capitalização. Internamente, a transferência do controle acionário foi debatida como alternativa, mas a governadora deve insistir primeiro em um acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalizar a instituição. O GDF busca uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões, e o banco estima que ao menos R$ 8,8 bilhões em créditos adquiridos do Master sejam inexistentes, fraudulentos ou de difícil recuperação. O BRB também negocia a venda de ativos e conversa com investidores estrangeiros, entre eles bancos árabes, para uma parceria que recomponha o capital.


Paralelamente, o banco avalia um programa de demissão voluntária que pode reduzir em cerca de 15% o quadro de funcionários, e a privatização voltou ao radar após o período eleitoral. Com a expectativa de uma solução depois das eleições, o BRB melhorou sua liquidez com a venda de ativos e novos depósitos. A governadora Celina Leão, por sua vez, tem afirmado que o banco permanecerá “100% público”.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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