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Zelensky admite que reconquistar a Crimeia militarmente é inviável, mas descarta concessões territoriais

Líder ucraniano defende solução diplomática para recuperar a Crimeia, apesar das dificuldades no conflito com a Rússia



O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reconheceu que Kiev não tem capacidade para recuperar a Crimeia à força, destacando a necessidade de buscar alternativas diplomáticas.

Em entrevista recente, Zelensky enfatizou que, embora a reconquista militar da península seja inviável, a Ucrânia jamais abrirá mão de sua soberania sobre o território.


“Não podemos sacrificar dezenas de milhares de vidas apenas para que a Crimeia volte”, afirmou. No entanto, ele deixou claro que a Ucrânia não aceitará legalmente a anexação de qualquer território por parte da Rússia. “Nós não reconhecemos e não reconheceremos territórios ocupados como russos”, destacou.


Impacto da Guerra e Cenário Geopolítico


Zelensky admitiu que a escalada do conflito e as limitações militares da Ucrânia tornam a recuperação territorial por meios armados cada vez mais desafiadora. Apesar disso, ele reiterou a importância de um processo diplomático, mesmo que as negociações enfrentem forte oposição de Moscou.


A proposta de paz do líder ucraniano, que exige a retirada completa das forças russas da Crimeia e de outras áreas ocupadas, foi prontamente rejeitada pelo Kremlin. Autoridades russas consideraram as demandas de Kiev irreais e desconectadas da realidade, reforçando que a Crimeia é uma parte inseparável da Rússia.


Preocupação com Apoio Ocidental


Zelensky também expressou preocupação sobre possíveis cortes no apoio militar dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. “Se houver cortes, acredito que perderemos. Mesmo assim, continuaremos lutando, mas nossos recursos não serão suficientes para prevalecer ou sobreviver”, afirmou, reconhecendo a dependência da Ucrânia de assistência internacional para manter sua resistência.


Crimeia e o Direito à Autodeterminação


Moscou mantém sua posição de que a anexação da Crimeia, realizada em 2014 após um referendo amplamente contestado, foi legítima. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou recentemente que a história da península está entrelaçada com a da Rússia e que seus habitantes exerceram o direito à autodeterminação.


O impasse sobre a Crimeia continua sendo um dos maiores obstáculos para qualquer acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, enquanto as hostilidades seguem sem uma solução definitiva à vista.

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