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A saga de Nayib Bukele e sua guerra contra o crime em El Salvador

Virtual reeleito para comandar o país por mais 5 anos, Bukele disse que Lula jamais conversou com ele sobre o combate ao crime


Governo de El Salvador


Em meio a problemas técnicos que suspenderam a apuração nas eleições presidenciais, Nayib Bukele já sabe que ficará à frente de El Salvador por mais 5 anos. No momento em que a contagem foi suspensa, o líder centro-americano já contava com 1,3 milhão de votos contra apenas 110 mil do segundo colocado. A vantagem é considerada mais do que suficiente para comemorar antecipadamente a conquista em um país com pouco mais de 6 milhões de habitantes.


Odiado por criminosos - e pela extrema-esquerda mundial - o ex-marqueteiro político e governador da capital San Salvador chegou pela primeira vez ao poder em 2019, aos 37 anos  - e com o objetivo de desmantelar o cenário de violência que tornou El Salvador um dos mais perigosos do mundo em 2015.


Sob protestos das ONGs de Direitos Humanos, Nayib Bukele estreou na presidência do país da costa oeste da América Central com medidas de tolerância zero contra os meliantes que apavoraram a nação e afastava investimentos estrangeiros.


Logo na largada, anunciou o Projeto Extração para controle territorial, No comando de forças policiais e militares, o presidente mandou um recado para as facções criminosas, ao “reconquistar” Soyapango, um dos condados mais perigosos do país, antes comandado por gangues do tráfico. Para isso, acionou, com auxílio do Ministério da Justiça e Segurança, mais de 8,5 soldados e 1,5 mil agentes.


No quarto ano de sua administração, o país voltou a ser assombrado pela criminalidade. Uma chacina ocorrida em março de 2022 levou 87 pessoas à morte, provocando reação imediata de Bukele. 


Logo após o incidente, o presidente trabalhou para a aprovação do Decreto 333 no Congresso, que dava poderes ao Estado interferir nas telecomunicações de El Salvador sem intervenção da Justiça. A medida foi útil para ampliar a agilidade nas investigações  - e eventuais  prisões de criminosos no país.


Nayib Bukele: mídia progressista teme "onda ditatorial"


Acusado de “ditador” por opositores e veículos progressistas da mídia internacional, Nayib Bukele ignorou os críticos e comemorou o retorno de investidores, como o JP Morgan. Além da volta do capital estrangeiro, o país conseguiu erradicar a malária e promover a volta dos turistas. Somente em 2023, o setor registrou alta de 54% sobre o ano anterior no número de visitantes.


Durante entrevista coletiva no dia seguinte às eleições, o presidente virtualmente reeleito chegou a comentar sobre o Brasil, que até o momento não enviou nota de felicitação pela vitória no pleito através do Itamaraty.


“Conversei duas vezes com Lula, mas ele jamais mencionou o tema segurança. Imagino que ele tenha sua forma de abordar e lidar com essa situação. Creio que El Salvador mostra ao mundo que todos os problemas têm solução quando há vontade política”, analisou.

 
 
 

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