Agronegócio supera obstáculos internos e leva o Brasil à liderança mundial na produção de carne bovina
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Eficiência, tecnologia e produtividade colocam o país à frente dos Estados Unidos, mesmo sob obstáculos impostos pelo governo Lula

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, segundo estimativas de mercado referentes a 2025. O resultado confirma a força do agronegócio brasileiro, um dos principais pilares da economia nacional, que segue avançando apesar de enfrentar um cenário interno adverso, marcado por insegurança jurídica, aumento de custos e entraves ideológicos por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora os dados oficiais de produção só devam ser divulgados em fevereiro, analistas já revisaram significativamente suas projeções após o país superar as expectativas em centenas de milhares de toneladas. O crescimento expressivo da produção ajudou a aliviar o aperto na oferta global e a conter uma elevação ainda mais intensa dos preços internacionais da carne, demonstrando a relevância do Brasil para o equilíbrio do mercado mundial de alimentos.
Esse desempenho ocorre em um contexto de forte instabilidade para o produtor rural. A ausência de reconhecimento do Marco Temporal previsto na Constituição de 1988, somada ao avanço de demarcações de terras indígenas e quilombolas, amplia a insegurança sobre a propriedade privada no campo. A atuação do Incra, com processos de desapropriação frequentemente questionados, agrava o ambiente de incerteza e afasta investimentos de longo prazo, essenciais para a modernização da atividade agropecuária.
Mesmo assim, o Brasil manteve com folga a posição de maior exportador mundial de carne bovina. Em 2025, os embarques alcançaram quase US$ 17 bilhões, de acordo com dados do comércio exterior. A demanda consistente de mercados como China e Estados Unidos incentivou os pecuaristas a ampliar os abates, aproveitando a valorização do produto no cenário internacional, ainda que enfrentem margens pressionadas internamente.
Outro fator que pesa contra o setor é o baixo volume de recursos destinado ao Plano Safra, insuficiente para atender às necessidades de um agronegócio cada vez mais tecnificado. A inexistência de um seguro de crédito adequado expõe o produtor a riscos elevados, especialmente em um ambiente de inflação persistente, que desvaloriza a moeda e encarece a importação de insumos fundamentais, como fertilizantes e defensivos agrícolas.
Além disso, a elevada concentração do mercado frigorífico brasileiro impõe pressão adicional sobre o produtor rural, reduzindo seu poder de barganha na venda do gado. Essa assimetria compromete a rentabilidade da atividade, mesmo em um cenário de forte demanda externa, e evidencia a falta de uma política governamental voltada ao fortalecimento da concorrência e à proteção dos produtores.
Ainda assim, ganhos de produtividade têm permitido ao Brasil sustentar níveis elevados de produção. Avanços tecnológicos, melhoria no manejo e no melhoramento genético reduziram significativamente a idade média de abate do gado, mitigando o impacto de ciclos tradicionais de retração após períodos de maior abate.
Caso as estimativas de mercado se confirmem, 2025 marcará a primeira vez em que o Brasil supera oficialmente os Estados Unidos na produção de carne bovina. Enquanto isso, a produção norte-americana recuou 3,9%, para 11,8 milhões de toneladas.
O feito brasileiro reforça o protagonismo do agronegócio nacional, que continua gerando emprego, renda e divisas para o país, mesmo sendo sistematicamente prejudicado por entraves institucionais, políticas ideológicas e omissões do governo Lula. A liderança global na produção de carne bovina evidencia que o desenvolvimento econômico do Brasil passa, inevitavelmente, pela resiliência, eficiência e capacidade de adaptação dos produtores rurais.
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