Casa Branca diz que EUA não atacarão o Irã antes das eleições de meio de mandato
Porta-voz adjunta afirma que o bloqueio seguirá “em pleno vigor” e que o petróleo flui em volumes recordes pelo Estreito de Ormuz

A porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou nesta terça-feira (20) que os Estados Unidos não atacarão o Irã antes das eleições legislativas de 3 de novembro. Em resposta a uma pergunta sobre as conversas recentes entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a porta-voz americana disse a uma emissora árabe que, como afirmou o presidente Trump, “o Irã está em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e o bloqueio permanecerá em pleno vigor, com o petróleo fluindo em quantidades recordes de barris pelo Estreito de Ormuz”. Em seguida, foi categórica: “Os Estados Unidos não atacarão o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”.
A declaração põe um limite a relatos de que o Pentágono preparava novos planos de ataque, inclusive com a bomba GBU-43/B, a maior convencional do arsenal, que poderiam ocorrer antes ou depois do pleito. O presidente Donald Trump já havia dito ao Wall Street Journal que esperava retomar os bombardeios após as eleições, e na semana passada descartou o uso de armas nucleares. A afirmação da porta-voz Anna Kelly confirma que a eventual ofensiva ficou para depois de 3 de novembro, e mantém a pressão pelo bloqueio naval e pelas sanções, que Washington diz estar sufocando a economia iraniana.
O Irã, por sua vez, mantém a posição. O chanceler Abbas Araghchi afirmou no domingo que a proposta de reabrir Ormuz em sete dias segue na mesa, mas acusou os EUA de falta de honestidade, e o porta-voz do Exército iraniano disse que, se os americanos não deixarem a região, serão “expulsos”. O barril do Brent permanece perto de US$ 110, e o fluxo de petróleo pelo estreito, citado pela Casa Branca como recorde, convive com ataques da Guarda Revolucionária a navios mercantes, como o que afundou o porta-contêineres GFS Pride na semana passada.
Forças iemenitas relatam a 'neutralização' de 200 houthis em ampla ofensiva militar
No Iêmen, as forças do governo intensificaram nesta terça-feira a pressão sobre Taiz, reduto dos terroristas houthis apoiados pelo Irã, depois de uma ofensiva de 24 horas na Operação Dawn of Yemen. O porta-voz militar Majed Abdullah al-Nuzaili disse que 744 ataques atingiram “alvos militares legítimos”, entre eles fortificações, redes de suprimentos e centros de comando. Segundo o comando, 200 combatentes houthis foram “neutralizados” e 90 veículos e instalações-chave foram inutilizados.





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