CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em confusão
- Núcleo de Notícias

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Base governista reage à decisão, há confronto entre parlamentares e reunião é suspensa

A CPI mista que investiga irregularidades no INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A deliberação provocou forte reação de parlamentares alinhados ao governo e a sessão foi interrompida após confusão no plenário.
Logo após a votação, deputados da base governista dirigiram-se à mesa diretora para contestar a decisão. O clima se agravou, com troca de acusações e empurra-empurra entre congressistas. Diante do tumulto, a presidência optou por suspender os trabalhos.
O requerimento envolvendo Fábio Luís Lula da Silva foi incluído na pauta após reportagens apontarem que ele teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sustentou que há indícios de que o filho do presidente da República teria atuado como sócio oculto do investigado.
De acordo com o parlamentar, mensagens interceptadas indicariam que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil direcionado à empresa de Roberta Luchsinger, Antônio Carlos Camilo Antunes teria respondido que o valor seria destinado “ao filho do rapaz”, referência que, segundo o relator, justificaria a ampliação das apurações.
Além da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, a comissão aprovou ao todo 87 requerimentos. Entre eles estão pedidos de Relatórios de Inteligência Financeira e quebra de sigilo fiscal de Augusto Ferreira Lima; quebra de sigilo bancário da empresa Credcesta, registrada como PKL One Participações S.A.; quebra de sigilo bancário do Banco Master; além de medidas semelhantes contra Danielle Miranda Fonteles.
A CPI também deliberou pela convocação de Leila Mejdahlani Pereira, presidente do Banco Crefisa; de Marcelo Kalim, CEO do Banco C6 Consignado; de Mario Roberto, presidente do Banco Santander; e de Augusto Ferreira Lima. Foi ainda aprovada a convocação de um ex-assessor do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Com a suspensão da sessão, a retomada das atividades dependerá de nova convocação por parte da presidência da comissão.




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