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Donald Trump anuncia acordo com o Irã: "está completo"

Presidente americano autoriza reabertura imediata do Estreito de Ormuz e levantamento do bloqueio naval



O presidente Donald Trump anunciou neste domingo que o acordo com o Irã foi finalizado, declarando o fim imediato do bloqueio naval americano e autorizando a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial mundial. "O Acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo", escreveu o presidente Trump na rede Truth Social. "Autorizo aqui a abertura livre de pedágios do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do Bloqueio Naval dos Estados Unidos. Navios do Mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!"


O presidente Donald Trump celebrou o acordo como conquista histórica. "Este Grande Acordo trará Paz e Segurança para toda a Região. Muitos presidentes tentaram fazer paz com o Irã e todos falharam antes de mim. Os Líderes da Região encontraram, pela primeira vez, um Presidente que pode ajudá-los a alcançar uma paz real", escreveu.


O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, foi o primeiro a anunciar que os dois lados chegaram a um acordo, que inclui a "cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano." O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou que as negociações com os Estados Unidos sobre o acordo final ocorrerão ao longo de um período de 60 dias. Gharibabadi advertiu que o Irã tomará suas próprias medidas se a outra parte violar seus compromissos e afirmou que o país entrará na próxima fase das negociações somente após o descongelamento dos ativos iranianos. O Irã publicará o texto do memorando de entendimento assim que for oficialmente assinado.


O acordo encerra um conflito de 108 dias que começou em 28 de fevereiro com os ataques americanos e israelenses ao Irã, manteve o Estreito de Ormuz praticamente fechado, derrubou a marinha e a força aérea iranianas, desmantelou o programa nuclear do regime, matou o líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia da guerra e custou à economia global uma inflação energética que elevou o petróleo acima de US$ 120 no pico, empurrou a inflação americana para 4,2%, forçou o Banco Central Europeu a elevar juros pela primeira vez em quase três anos e reduziu o crescimento global projetado pela OCDE para 2,8%. Para o Brasil, onde o Ibovespa acumula queda de 13% desde os recordes de abril e a Selic tem menos espaço para cair por conta da pressão inflacionária dos combustíveis e pelo descontrole fiscal causado pelo governo Lula, a reabertura do Estreito é o catalisador que os mercados aguardavam há meses.



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