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Trump diz que dá ao Irã "última chance" antes de operação de "decapitação"

Presidente afirma que autoridades iranianas o ligaram pedindo para não atacar



O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (3) que está dando ao Irã "toda última chance" para fechar um acordo antes de uma operação que classificou como "decapitação". "Quero dar a eles toda última chance antes da decapitação", disse Trump a jornalistas. "Estou muito orgulhoso do fato de que vou dar às pessoas uma chance. É um grande movimento fazer um ataque tão grande contra um país."


O presidente revelou que autoridades iranianas o contataram diretamente após tomarem conhecimento da operação militar planejada. "Espero que eles caiam em si. Eles me ligaram e disseram: 'Por favor, não ataquem. Vamos fazer um acordo.' Essa é a verdade real. E todo mundo sabe disso", afirmou o chefe da Casa Branca.


O presidente disse que, se tiver a chance de "deixar muitas pessoas viverem", quer "dar essa chance", e fez questão de deixar claro que não está sob pressão de tempo para agir. "Não estou sob nenhuma restrição de tempo", disse.


A declaração do presidente Donald Trump chega no mesmo dia em que classificou a liderança iraniana de "desonesta" por aparentemente recuar das negociações que teriam motivado a pausa nos ataques anunciada no fim de semana. A combinação das duas falas no mesmo dia — acusação de duplicidade e ainda assim a oferta de "última chance" — ilustra a dinâmica que se repete desde o colapso do memorando de junho: o Irã sinaliza disposição para negociar sob pressão militar iminente, ganha tempo, e depois nega publicamente qualquer compromisso, forçando os Estados Unidos a decidir entre acreditar numa nova promessa ou avançar com a escalada que o presidente Trump descreve como "decapitação".



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