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Emirados Árabes Unidos encomendam cargueiros KC-390 da Embraer (EMBJ3) na maior venda internacional do avião para um único país

Contrato com o conselho de defesa Tawazun é o primeiro envolvendo o KC-390 no Oriente Médio e inclui 10 opções de compra adicionais




A Embraer (EMBJ3) anunciou nesta segunda-feira que os Emirados Árabes Unidos fizeram uma grande encomenda de cargueiros militares KC-390, o maior pedido internacional do avião por um único país e o primeiro envolvendo um comprador do Oriente Médio. O contrato foi assinado pelo conselho de defesa Tawazun, órgão nacional emiradense responsável pelo setor de defesa, e inclui ainda 10 opções de compra adicionais.


A fabricante brasileira não divulgou o número exato de aeronaves nem o valor total do contrato, mas o anúncio representa um marco na internacionalização do KC-390, avião de transporte e reabastecimento em voo que a Embraer desenvolveu originalmente para as Forças Armadas brasileiras. Além do Brasil, o cargueiro já foi encomendado por Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca, Coreia do Sul, Suécia, Lituânia, Eslováquia e Uzbequistão.


O contrato com os Emirados ocorre num contexto geopolítico que valoriza exatamente o tipo de capacidade que o KC-390 oferece. Com os Emirados anunciando esta semana sua saída da Opep, expandindo sua autonomia estratégica regional e sendo alvo de ataques de drones iranianos no Estreito de Ormuz, a encomenda de um cargueiro militar de alta performance sinaliza que Abu Dhabi está investindo na construção de uma força de defesa mais independente. O KC-390, com capacidade de transporte de até 26 toneladas, velocidade superior aos concorrentes da categoria e capacidade de operar em pistas não pavimentadas, atende exatamente à necessidade de mobilidade estratégica que conflitos como o atual no Oriente Médio tornaram mais evidente.


Para a Embraer, a encomenda abre formalmente o mercado do Oriente Médio para o KC-390 e reforça a credibilidade do avião como plataforma de defesa de nível global, competindo diretamente com o C-130 Hercules da Lockheed Martin numa região onde os Estados Unidos historicamente dominam as vendas de material de defesa.



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