Esposa de Alexandre Ramagem denuncia bloqueio ilegal de suas contas bancárias
- Núcleo de Notícias

- 16 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Procuradora do Estado de Roraima diz que medida foi adotada sem decisão judicial formal e acusa violação ao devido processo legal

A procuradora do Estado de Roraima, Rebeca Ramagem, esposa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), afirmou na segunda-feira (15) que teve todas as suas contas bancárias bloqueadas sem existir qualquer investigação, acusação ou processo judicial em seu nome. A manifestação foi feita por meio das redes sociais, onde ela classificou a medida como ilegal, inconstitucional e atentatória aos direitos fundamentais.
De acordo com Rebeca Ramagem, o bloqueio ocorreu sem comunicação prévia ou acesso a uma decisão judicial formal que justificasse a ordem às instituições financeiras. Segundo ela, a medida teria sido determinada, ao que tudo indica, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ainda que seu nome não figure como investigada em nenhum procedimento criminal.
Na publicação, a procuradora afirmou que não é ré, não responde a inquérito e não foi formalmente acusada de qualquer ilícito. Para ela, a existência de uma ordem direta aos bancos, sem a observância do contraditório ou do devido processo legal, configura um cenário de exceção incompatível com o Estado de Direito.
Rebeca Ramagem também destacou sua trajetória profissional no serviço público, ressaltando que possui independência financeira e carreira construída por mérito próprio. Ela afirmou ser servidora concursada há mais de 20 anos, com passagem de 12 anos pela carreira de delegada de polícia, além de outros concursos públicos, até assumir o cargo de procuradora do Estado. Segundo ela, o casamento com Alexandre Ramagem é regido pelo regime de separação total de bens.
Outro ponto enfatizado foi o bloqueio de recursos de natureza alimentar, incluindo salário, o que, em sua avaliação, viola frontalmente o princípio constitucional da intranscendência da pena. A procuradora afirmou que nenhuma sanção pode ultrapassar a pessoa do réu e que a utilização de medidas patrimoniais contra alguém que não é acusada representa uma forma de punição indireta, baseada exclusivamente em vínculo familiar.
A declaração ocorre no contexto das investigações que envolvem o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, condenado no julgamento da chamada "trama golpista" e atualmente nos Estados Unidos após deixar o Brasil em setembro. Ainda nesta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça dê andamento ao pedido formal de extradição.
A procuradora Rebeca Ramagem informou que está no exterior com as filhas e afirmou estar sofrendo consequências por fatos que, segundo ela, não guardam qualquer relação com sua conduta pessoal ou profissional.
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