Estados Unidos rompem com a Organização Mundial da Saúde
- Núcleo de Notícias

- 22 de jan.
- 3 min de leitura
Decisão do presidente Donald Trump expõe falhas estruturais da OMS e reafirma soberania americana sobre recursos públicos

A saída oficial dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde, prevista para esta quinta-feira, representa mais do que um gesto diplomático. Trata-se de uma ruptura simbólica e prática com um modelo de governança internacional que, na avaliação do presidente Donald Trump, falhou de maneira grave justamente quando foi mais exigido. A decisão, anunciada ainda no primeiro dia de seu novo mandato por meio de decreto presidencial, segue agora os trâmites finais exigidos pela legislação americana, encerrando formalmente a participação do país na agência da ONU.
A posição da Casa Branca é direta: a OMS não cumpriu seu papel central durante a maior crise sanitária do século. Segundo o Departamento de Estado, a incapacidade da organização de conter, gerenciar e compartilhar informações de forma transparente resultou em prejuízos trilionários para os Estados Unidos e para a economia global. Diante desse histórico, o presidente Donald Trump determinou a suspensão imediata de qualquer transferência futura de recursos, apoio técnico ou financiamento público americano à entidade.
Na prática, Washington sustenta que já contribuiu muito além do razoável para uma instituição que não apresentou resultados compatíveis com o volume de recursos recebidos. A leitura do governo americano é de que continuar financiando a OMS equivaleria a perpetuar um sistema ineficiente, distante dos interesses nacionais e incapaz de responder com rapidez a emergências globais.
A reação da liderança da OMS seguiu um roteiro previsível. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus voltou a pedir que os Estados Unidos reconsiderem, classificando a saída como uma perda para o mundo. No entanto, o discurso encontra pouca ressonância em Washington, onde prevalece a avaliação de que a organização se tornou excessivamente politizada, burocrática e dependente de grandes financiadores estatais e privados, sem mecanismos claros de responsabilização.
Internamente, a saída americana expôs a fragilidade financeira da OMS. Com a retirada de seu maior financiador, responsável por cerca de 18% do orçamento total, a agência anunciou cortes profundos, incluindo a redução drástica de sua equipe de gestão e o enxugamento de programas em andamento. A previsão é de que aproximadamente um quarto do quadro de funcionários seja eliminado até o meio do ano, revelando o grau de dependência estrutural da organização em relação aos recursos dos Estados Unidos.
Críticos da decisão alegam que a medida viola normas internas do país, mas o governo Trump sustenta que agiu dentro de suas prerrogativas constitucionais, especialmente ao suspender novos repasses diante de obrigações financeiras ainda em aberto e da falta de reformas concretas na entidade. Para a Casa Branca, o debate jurídico é secundário diante do princípio maior de proteger o contribuinte americano e garantir que recursos públicos não sejam desperdiçados em estruturas ineficazes.
A leitura predominante entre aliados do presidente é que a saída da OMS se insere em uma estratégia mais ampla de revisão do papel dos Estados Unidos em organismos multilaterais. O presidente Donald Trump tem reiterado que cooperação internacional só faz sentido quando há equilíbrio, transparência e resultados mensuráveis. Caso contrário, transforma-se em um sistema de transferência permanente de recursos, no qual os Estados Unidos pagam a conta enquanto decisões são tomadas sem controle democrático.
Com a decisão, Washington sinaliza que continuará atuando na área de saúde global, mas por meio de acordos bilaterais, parcerias diretas e iniciativas próprias, sem intermediação de organismos que, segundo o governo, falharam em sua missão fundamental.
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