Estados Unidos suspende temporariamente sanções ao petróleo russo para conter alta global dos preços
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Licença emergencial permite venda de milhões de barris já embarcados em navios sancionados enquanto guerra contra o Irã pressiona o mercado energético

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender temporariamente parte das sanções relacionadas às exportações de petróleo da Rússia. A medida foi adotada com o objetivo de reduzir a pressão sobre os mercados globais de energia após a disparada dos preços provocada pela guerra contra o Irã.
A autorização foi concedida por meio de uma licença geral emitida pelo Departamento do Tesouro norte-americano. O documento permite que Moscou comercialize aproximadamente 128 milhões de barris de petróleo que já haviam sido carregados em navios-tanque anteriormente sancionados por Washington. A autorização possui caráter temporário e terá validade de 30 dias, encerrando-se em 11 de abril.
Após a decisão, autoridades russas afirmaram que a medida representa um "reconhecimento implícito da importância do petróleo russo" para o equilíbrio do mercado internacional de energia.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a autorização busca ampliar a oferta disponível no mercado internacional em um momento de forte tensão geopolítica.
De acordo com ele, a liberação temporária ajudará a reduzir os efeitos da alta recente nos preços do petróleo.
“O aumento temporário nos preços do petróleo é uma interrupção de curto prazo que resultará em um enorme benefício para nossa nação e economia a longo prazo”, declarou Scott Bessent.
O Brent Crude Oil chegou a superar US$ 102 por barril nesta sexta-feira. Às 9h26 no horário de Brasília, o preço caiu para a casa dos US$ 99, ainda em patamar elevado.
Analistas do setor energético avaliam que a medida poderá gerar um impulso financeiro relevante para a Rússia. Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o aumento nas vendas de petróleo russo já estaria gerando receitas estimadas em cerca de US$ 150 milhões por dia para o governo de Moscou.
A decisão da Casa Branca ocorre em um momento de grande volatilidade no mercado de energia, provocado principalmente pelos riscos ao abastecimento global associados ao conflito no Oriente Médio e às ameaças do regime iraniano contra rotas estratégicas de transporte de petróleo, notadamente o Estreito de Ormuz.



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