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EUA apreende novo petroleiro iraniano; Brent volta a superar US$ 100

Viagem de J.D. Vance ao Paquistão é suspensa; mais de 30 países se reúnem em Londres para discutir reabertura do Estreito



A escalada mútua de apreensões de navios entre os Estados Unidos e o Irã continuou nesta quinta-feira, apesar da extensão indefinida do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump na terça-feira. O Departamento de Defesa divulgou imagens mostrando tropas americanas no convés de um petroleiro afiliado ao Irã apreendido no Oceano Índico. "Continuaremos a aplicação marítima global para interromper redes ilícitas e interceptar navios que fornecem apoio material ao Irã", disse o Pentágono.


Do lado iraniano, Teerã publicou vídeo mostrando soldados da Guarda Revolucionária embarcando num grande navio de carga no Estreito de Ormuz, numa demonstração de controle crescente sobre a passagem. O Irã havia atacado dois navios no Estreito na quarta-feira, apreendendo o MSC Francesca e o Epaminondas, afirmando que os ataques foram resposta ao bloqueio americano e à apreensão anterior do cargueiro iraniano M/V Touska.


A despeito da troca de capturas, a Casa Branca sinalizou que não vê os incidentes como violação da trégua. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que o presidente Donald Trump não considera as apreensões iranianas de navios uma quebra do cessar-fogo, e o próprio presidente disse à imprensa norte-americana na quarta-feira que "não há pressão de tempo" para uma nova rodada de conversas. A viagem do vice-presidente J.D. Vance ao Paquistão, que lideraria a delegação americana num segundo encontro com Teerã, foi suspensa.


Enquanto o impasse diplomático persiste, o petróleo voltou a superar US$ 100 por barril. O Brent opera em alta nesta quinta-feira, com o mercado reagindo à perspectiva de interrupções prolongadas no fornecimento pelo Estreito de Ormuz, onde o tráfego de petroleiros praticamente parou. Em paralelo, planejadores militares de mais de 30 países continuavam reunião em Londres com o objetivo de encontrar formas de desbloquear a passagem, numa iniciativa que reflete a pressão que a crise energética exerce sobre governos do mundo inteiro.



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