EUA pausam ataques ao Irã após quase duas semanas de bombardeios
- Núcleo de Notícias

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Trump mantém ameaça de novos ataques enquanto negociações avançam nos bastidores

As forças americanas pausaram os ataques aéreos ao Irã após quase duas semanas de bombardeios consecutivos, enquanto esforços diplomáticos nos bastidores tentam evitar o retorno à guerra total. O conflito se aproxima da marca de cinco meses na próxima terça-feira.
A pausa surge num momento de máxima ambiguidade. O presidente Donald Trump simultaneamente ameaçou novos ataques e sinalizou que as negociações avançam, sem deixar claro se a interrupção dos bombardeios é operacional ou diplomática. A distinção é relevante: uma pausa operacional pode ser apenas o intervalo antes de uma nova onda de ataques, enquanto uma pausa diplomática sinaliza que há algum entendimento nos bastidores que ainda não foi tornado público.
Uma variável adicional é a visita planejada do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu a Washington na semana que vem. Israel, que lançou a guerra ao lado dos EUA em 28 de fevereiro, esteve notavelmente ausente da campanha americana de ataques ao Irã nas últimas semanas em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz.
Essa ausência pode ser lida de duas formas opostas: pode sinalizar ao Irã que Washington busca limitar o conflito e está disposto a negociar sem a presença israelense; ou pode ser exatamente o que cria espaço para uma escalada futura, já que Teerã sabe que Israel pode entrar a qualquer momento se o presidente Trump assim decidir.
A resposta a essa questão nas próximas 48 a 72 horas definirá o rumo de um conflito que já destruiu mais de 300 alvos militares iranianos, matou quatro militares americanos, paralisou o Estreito de Ormuz e levou o Brent acima de US$ 100.




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