Flávio Bolsonaro lança plano "Brasil sem Medo" com castração química de estupradores e presídios nos moldes de Bukele
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Senador promete classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e acusa Lula de ser "incompetente ou cúmplice" por não ter buscado acordos internacionais de combate ao crime

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta quinta-feira (18) seu plano de segurança pública, batizado "Brasil sem Medo", em evento realizado em São Paulo. O documento reúne 12 medidas que o senador classificou como prioritárias e promete implementar no início de um eventual governo, incluindo castração química de estupradores, possibilidade de responsabilização penal de jovens a partir de 14 anos por homicídio e tráfico de drogas, e a criação de presídios de segurança máxima inspirados no modelo adotado por Nayib Bukele em El Salvador, que reduziu drasticamente os índices de criminalidade naquele país.
O plano foi elaborado com participação do senador Sérgio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, e do deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), pré-candidato ao Senado por São Paulo, ambos chamados por Flávio Bolsonaro com bom humor por seus futuros cargos: "governador do Paraná" e "senador por São Paulo".
O ponto central do plano é a classificação de facções e milícias como organizações terroristas. "Terrorista vai ser tratado como terrorista. Vamos declarar PCC, Comando Vermelho e milícias e todas as outras facções como organizações narcoterroristas. Eles serão perseguidas com força e inteligência para que os seus líderes sejam presos e os seus negócios ilícitos sejam asfixiados", declarou o senador Flávio Bolsonaro. A proposta dá continuidade direta ao que o parlamentar já conquistou na prática: a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos, obtida em sua visita a Washington no mês passado.
O senador também criticou duramente a omissão do governo Lula na cooperação internacional contra o crime organizado. Para Flávio Bolsonaro, o presidente "perdeu uma grande oportunidade" de fazer acordos internacionais para fortalecer o combate ao crime no país, e não o fez porque é "incompetente ou cúmplice das organizações terroristas". A crítica encontra respaldo nos fatos recentes: o governo Lula recusou sistematicamente os pedidos americanos para classificar PCC e CV como terroristas, e o Exército brasileiro chegou a suspender a Operação Ágata de combate ao crime organizado nas fronteiras por contingenciamento orçamentário de R$ 4,3 bilhões, justamente na semana em que os Estados Unidos atendiam ao pedido do senador Flávio Bolsonaro.
Entre as demais propostas, o plano prevê a criação de um "Sistema Nacional de Fronteiras" para interceptar fuzis e drogas por terra, portos e espaço aéreo. "Nós vamos desorganizar o crime organizado e asfixiar o crime física e financeiramente", disse o senador.
O lançamento do plano de segurança ocorre num momento estratégico para a candidatura de Flávio Bolsonaro. Pesquisa do Ipsos mostrou que 43% dos brasileiros se preocupam com criminalidade e violência, percentual superior à média global de 32%, e o Datafolha de março colocou segurança pública entre as maiores preocupações do eleitorado. O tema é historicamente uma das maiores vulnerabilidades do campo de esquerda. Ao apresentar um plano detalhado e tecnicamente elaborado, o senador Flávio Bolsonaro aprofunda justamente a agenda em que tem maior vantagem competitiva sobre o adversário petista.




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