Flávio Bolsonaro recusa segurança da Polícia Federal durante campanha
- Núcleo de Notícias
- há 8 horas
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Pré-candidato cita desconfiança na direção da PF e temor de "infiltrados"

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou no domingo (19) que não aceitará a equipe de segurança da Polícia Federal destinada aos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral. A proteção federal aos candidatos presidenciais teve início nesta segunda-feira (20), mesma data do começo das convenções partidárias, período em que os partidos oficializam seus nomes para a disputa de outubro.
Em post na rede social X, Flávio Bolsonaro citou dois motivos para recusar a escolta: o temor de "infiltrados" em sua campanha e a desconfiança na atual direção da PF, comandada por Andrei Rodrigues. Como senador, Flávio Bolsonaro já conta com a segurança da Polícia Legislativa do Senado, que manterá durante a campanha.
O pré-candidato aproveitou o anúncio para fazer um pedido direto, solicitando que os agentes que seriam destinados à sua proteção sejam redirecionados "imediatamente" para as investigações da Farra do INSS. "Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha — acusado de receber mensalinho do Careca do INSS — foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados", escreveu. O senador Flávio Bolsonaro também prometeu mudanças na instituição caso vença as eleições: "A partir de 2027 nossos Policiais Federais serão valorizados, voltarão a ter autonomia para trabalharem e investigarem bandidos, ao invés de receberem ordens pra perseguir opositores de Lula."
Ao rejeitar a proteção da PF sob o argumento de desconfiança institucional e redirecionar o debate para o escândalo do INSS, o senador Flávio Bolsonaro transforma uma decisão logística numa declaração política que reforça dois pilares centrais de sua campanha: a argumentação de que o aparato federal foi instrumentalizado pelo governo Lula e o compromisso de responsabilizar os envolvidos nos escândalos de corrupção do atual mandato.
