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Futura: Flávio Bolsonaro abre vantagem de 4,4 pontos sobre Lula em segundo turno, chegando a 48,1%

há 9 horas
2 min de leitura

Petista tem 43,7% das intenções de voto; instituto associa movimentação à piora nos indicadores de avaliação de Lula e do STF



Pesquisa Futura divulgada nesta quinta-feira (17) mostra o senador Flávio Bolsonaro com 48,1% das intenções de voto num eventual segundo turno contra o presidente Lula, que registra 43,7% — diferença de 4,4 pontos percentuais que já ultrapassa a margem de erro do levantamento. Outros 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos, e 1,7% não souberam ou não responderam.


O levantamento também testou outros confrontos envolvendo o presidente. Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece atrás, com 41,9% contra 45,1% do governador de Goiás — outro cenário em que o petista perde a liderança numérica. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 10,6%, e 2,4% não souberam responder. Já na simulação contra Romeu Zema (Novo), Lula lidera com 44,7%, ante 40,6% do governador de Minas Gerais, com 11,8% de brancos, nulos ou "nenhum dos candidatos" e 2,9% de indecisos.


Contra Augusto Cury, Lula também aparece atrás: o presidente tem 41,5%, contra 44,8% de Cury, com 11,2% de brancos, nulos ou "nenhum" e 2,6% de indecisos. Já frente a Renan Santos (Missão), o petista mantém vantagem, com 44,5% contra 39,3%, cenário que registra 13,3% de brancos, nulos ou "nenhum dos candidatos" e 2,9% de indecisos.



A mesma pesquisa mostra desaprovação de 53,1% ao governo Lula, contra 44,1% de aprovação. Na avaliação qualitativa da gestão, 47,2% dos entrevistados classificam o governo como "ruim" ou "péssimo", contra 36,5% que o avaliam como "ótimo" ou "bom".


Segundo o diretor técnico da Futura, José Orrico, a rodada de setembro registra mudanças relevantes nos diferentes cenários eleitorais, com Flávio Bolsonaro se aproximando de Lula no primeiro turno e assumindo a liderança numérica no segundo. O instituto relaciona a movimentação à piora nos indicadores de avaliação do presidente e à crise em curso no STF, mas ressalva que os dados não permitem estabelecer relação direta de causa e efeito entre os dois fenômenos.


A Futura Inteligência entrevistou 2.000 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 11 e 15 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00749/2026.



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