Governo Lula corta R$ 4,3 bilhões de verbas do Exército e suspende operações de combate ao crime organizado nas fronteiras
- Núcleo de Notícias

- há 6 dias
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Suspensão ocorre exatamente quando EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas

O contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento da Defesa para 2026 por parte do governo Lula levou o Exército brasileiro a suspender operações de monitoramento e combate ao crime organizado nas fronteiras do país. Dos R$ 4,3 bilhões contingenciados, cerca de R$ 1,5 bilhão eram destinados especificamente ao Exército, que desenvolvia operações ativas nas regiões de fronteira.
A suspensão atinge diretamente a Operação Ágata, conduzida pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Comando Militar do Oeste. Só neste ano, a operação havia apreendido mais de 15 toneladas de drogas em ações na região de fronteira da Amazônia, neutralizado 62 dragas utilizadas no garimpo ilegal e paralisado 117 balsas.
O timing é revelador. O corte nas verbas de combate ao crime organizado nas fronteiras ocorre exatamente na semana em que os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, pedido direto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente Donald Trump, após o governo brasileiro ter recusado sistematicamente cooperar com Washington na mesma medida. Grande parte da atuação dessas facções ocorre justamente na área de fronteira, com tráfico de drogas e de armas, tráfico humano, contrabando e garimpo ilegal como atividades centrais. As fronteiras monitoradas pela Operação Ágata fazem divisa com os países que mais produzem cocaína do mundo e por onde a droga entra no Brasil antes de ser distribuída internamente e exportada para a Europa e os Estados Unidos.
A combinação é difícil de explicar para qualquer governo comprometido com o combate ao crime organizado: ao mesmo tempo em que os aliados americanos classificam as maiores facções criminosas brasileiras como terroristas e demandam cooperação na repressão, o governo federal corta o orçamento das operações militares que monitoram as fronteiras por onde essas organizações operam. O presidente Lula havia chamado o secretário de Estado americano Marco Rubio de "inimigo mortal" por apoiar a classificação do PCC e do CV como terroristas. Agora, o próprio orçamento da Defesa demonstra que o governo não considera o combate ao crime organizado nas fronteiras uma prioridade suficiente para protegê-lo do contingenciamento.




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