Flávio Bolsonaro entrega depoimento escrito à PF em inquérito por suposta calúnia contra Lula
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Caso tem origem em post sobre Maduro feito em janeiro e tramita perante Alexandre de Moraes

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregou nesta terça-feira (28) à Polícia Federal, por escrito, o depoimento no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a entrega do documento, o depoimento presencial que estava marcado para as 14h foi cancelado. A PF analisará o conteúdo para decidir se haverá novas diligências.
Em nota, os advogados negaram a existência de crime e enquadraram as declarações do senador no exercício legítimo da atividade política. "As manifestações atribuídas ao senador se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional", afirmou a defesa.
O caso tem origem num post publicado pelo senador Flávio Bolsonaro na rede social X em 3 de janeiro, logo após a captura do ditador Nicolás Maduro por militares americanos. Na postagem, o senador escreveu: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas." Em 26 de junho, a PF encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes o relatório final do inquérito apontando possível crime contra a honra, e em 6 de julho a PGR defendeu que o senador fosse ouvido para apurar eventual crime de calúnia.
A defesa também solicitou novas diligências, entre elas o envio de ofícios à Presidência da República, ao Itamaraty e a tribunais distritais dos Estados Unidos para obtenção de informações sobre Maduro, argumentando que a investigação foi concluída sem que o senador prestasse depoimento formal. O procurador-geral Paulo Gonet manteve a posição de que a oitiva deveria ser realizada, justificando que "remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena."




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